31 de julho de 2025
economia

Novo salário mínimo de R$ 1.621 em 2026 impacta aposentadorias, BPC e benefícios sociais; saiba mudanças

Reajuste segue a regra vigente, somando a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos 12 meses até novembro (4,18%) mais um ganho real limitado a 2,5%

Por Redação
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Reajuste segue a regra vigente, somando a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos 12 meses até novembro (4,18%) mais um ganho real limitado a 2,5% - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O salário mínimo será reajustado para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026, um aumento de 6,79% em relação ao valor atual de R$ 1.518. A medida, decretada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afetará não apenas remunerações diretas, mas uma série de benefícios sociais e contribuições previdenciárias.

O novo valor diário passará a ser R$ 54,04 e o horário, R$ 7,37. O reajuste segue a regra vigente, somando a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos 12 meses até novembro (4,18%) mais um ganho real limitado a 2,5% — neste caso, referente ao crescimento do PIB de 2024.

O que muda com o novo piso:


- Aposentadorias do INSS: Quem recebe um salário mínimo terá reajuste integral de 6,79%. Benefícios acima do piso serão corrigidos pelo INPC de 2025, a ser divulgado em janeiro.

- Benefício de Prestação Continuada (BPC): O valor do benefício, pago a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência, sobe para R$ 1.621. A renda familiar per capita para ter direito não poderá ultrapassar ¼ do mínimo (R$ 405,25).

- Abono Salarial PIS/Pasep: O pagamento, que começa em 15 de fevereiro de 2026, será proporcional ao novo piso. A expectativa é que 26,9 milhões de trabalhadores recebam o benefício, totalizando R$ 33,5 bilhões em pagamentos.

- Seguro-Desemprego: Os valores do benefício, que têm piso atrelado ao mínimo, também serão reajustados, mas dependem de formalização pelo governo.

- Cadastro Único (CadÚnico): A renda máxima por pessoa para ingressar no cadastro — que dá acesso ao Bolsa Família e outros programas — sobe para R$ 810,50 (metade do novo salário mínimo).

- Contribuições do MEI: Microempreendedores individuais passarão a recolher R$ 81,05 mensais para o INSS (5% do mínimo). MEIs caminhoneiros terão contribuição entre R$ 202,42 e R$ 207,42, conforme o tipo de carga.

- Outros impactos: Limites para auxílio-reclusão e salário-família também serão ajustados, mas aguardam portaria do INSS.

Os reajustes nas aposentadorias do INSS começarão a ser pagos no final de janeiro de 2026.