31 de julho de 2025
molestamento

Peixe-boi é importunado por banhistas em praia de Maceió; veja o vídeo

Instituto Biota alerta que “molestamento” ao animal é infração sujeita a multa e prejudica conservação da espécie

Por Redação
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Peixe-boi foi cercado e importunado - Foto: Cortesia

Um episódio registrado na Praia de Pajuçara, em Maceió, trouxe à tona um sério risco ambiental durante o movimento da alta temporada. Imagens mostram um peixe-boi sendo cercado e importunado por pessoas, situação que acendeu um alerta entre especialistas.

De acordo com Bruno Stefanis, do Instituto Biota, essa prática, denominada “molestamento”, configura uma infração ambiental. Os responsáveis estão sujeitos a multa e outras punições previstas em lei, com valores e enquadramento definidos pelo órgão ambiental competente.

Veja o vídeo:

O termo “molestar”, neste contexto, refere-se a qualquer ação humana que perturbe o animal em seu habitat natural. Isso inclui tentativas de tocar, alimentar, perseguir ou simplesmente se aproximar além do limite considerado seguro. Essas interferências impactam diretamente o comportamento do mamífero aquático, atrapalhando atividades vitais como sua alimentação, momentos de descanso e, no caso de fêmeas, a amamentação dos filhotes.

As consequências vão além do incômodo imediato. O estresse gerado por esse assédio pode levar a ferimentos, causar alterações comportamentais profundas e, em situações mais graves, resultar na separação entre mães e suas crias. Portanto, além de ser uma conduta ilegal, o molestamento compromete diretamente os esforços de conservação da espécie, que se encontra ameaçada de extinção.

A aplicação das penalidades cabe ao órgão ambiental, como o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), que avalia a gravidade de cada caso para determinar o valor da multa e outras medidas cabíveis. Com a permanência do peixe-boi na movimentada área de Pajuçara e o aumento contínuo do fluxo de turistas e moradores no período festivo, a preocupação é que novos episódios semelhantes se repitam. Ambientalistas temem que, se o animal continuar circulando pela região, o cenário de risco se torne constante, transformando a celebração do fim de ano em uma ameaça ao frágil equilíbrio da vida marinha local.