CGU proíbe servidor acusado de espancar mulher e criança de 4 anos de entrar em prédios do órgão
David Cosac Junior, auditor que recebe R$ 25 mil, é alvo de investigação interna após vídeo de agressão viralizar. Ministro classifica fatos como “gravíssimos e inaceitáveis”.
Publicado em
A Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou uma série de medidas contra o servidor David Cosac Junior, acusado de espancar uma mulher e o filho dela, de 4 anos, em Brasília no dia 7 de dezembro. O caso veio à tona após a divulgação de um vídeo pela colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.
O ministro-chefe da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, emitiu nota oficial classificando os fatos como “gravíssimos e inaceitáveis” e determinou as seguintes providências:
- Abertura de investigação preliminar pela Corregedoria-Geral da União e Comissão de Ética;
- Revogação imediata da designação do servidor como substituto eventual da chefia;
- Proibição de ingresso do servidor nos prédios da CGU enquanto as apurações estiverem em curso.
Carvalho ressaltou que a violência contra mulheres e crianças é crime e que o enfrentamento a esse tipo de agressão é prioridade do governo. “Não se trata de desentendimento, conflito privado ou questão pessoal. Estamos falando de agressão, de violação à lei e de afronta à dignidade humana”, afirmou.
David Cosac Junior, 49 anos, é auditor da CGU e recebe salário mensal de R$ 25 mil. Ele segue solto aguardando as investigações criminais, que correm em paralelo ao processo administrativo no órgão.
A CGU destacou que não se omitirá e adotará todas as medidas cabíveis dentro de suas atribuições, com rigor e respeito ao devido processo legal. A determinação de afastamento e a abertura de apuração foram publicadas em edição extraordinária do Diário Oficial da União nesta terça-feira (23).