31 de julho de 2025
Justiça

Justiça mantém prisão de Kel Ferreti e influenciador retorna ao regime fechado

Decisão aponta descumprimento reiterado de medidas cautelares impostas após condenação por estupro

Por Redação
Publicado em
Influenciador Kel Ferreti - Foto: Reprodução Redes Sociais

A Justiça de Alagoas decidiu manter a prisão do influenciador digital Kleverton Pinheiro de Oliveira, conhecido como Kel Ferreti, após audiência de custódia realizada na tarde desta segunda-feira (22). Com a decisão, ele retorna ao sistema prisional em regime fechado.

Kel Ferreti se apresentou à polícia e foi preso no domingo (21), em Maceió, por determinação judicial. A medida foi adotada após a constatação de que o influenciador descumpriu de forma repetida as regras impostas pela Justiça quando recebeu autorização para recorrer da condenação em liberdade.

O réu foi condenado em abril deste ano a 10 anos de prisão por estupro, pena que posteriormente foi reduzida para sete anos, com cumprimento em regime semiaberto. O crime investigado teria ocorrido em uma pousada no bairro Cruz das Almas, na capital alagoana. No processo, a vítima relatou ter sofrido agressões durante o abuso.

O que motivou o MP a pedir nova prisão?

Antes disso, em dezembro de 2024, Kel Ferreti já havia sido preso durante uma operação policial que apurava a prática de jogos online ilegais. Após a condenação por estupro, a Justiça autorizou que ele aguardasse recursos fora do regime fechado, desde que cumprisse uma série de medidas cautelares.

Entre as determinações estavam o uso de tornozeleira eletrônica com restrição total de circulação, a proibição de sair da comarca sem autorização judicial e a obrigação de manter endereço atualizado nos autos do processo.

Segundo o Ministério Público, essas condições foram violadas de maneira contínua. Em manifestação enviada à Justiça em outubro, o órgão apontou indícios de deslocamentos incompatíveis com o monitoramento eletrônico, reforçados por publicações recorrentes nas redes sociais. A vítima também acionou o botão do pânico ao menos três vezes, relatando situações de risco.

Outro ponto considerado grave foi a constatação de que o influenciador não residia mais no endereço informado oficialmente à Justiça, sem qualquer comunicação prévia. Para o Ministério Público, a conduta indicou tentativa de dificultar a fiscalização e comprometeu o cumprimento das decisões judiciais, motivando o retorno ao regime fechado.

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