31 de julho de 2025
prisão decretada

Kel Ferreti teve liberdade condicional revogada por deslocamentos não autorizados e mudança de endereço sem avisar a Justiça

Desembargador revogou liberdade condicional do réu, que respondia em liberdade com tornozeleira

Por Redação
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Decisão do TJAL revogou as medidas cautelares que mantinham o Kel Ferreti em liberdade desde agosto - Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça de Alagoas decretou, nesta quinta-feira (18), a prisão preventiva do influenciador Kleverton Pinheiro de Oliveira, conhecido como Kel Ferreti, condenado a 10 anos por estupro. A decisão do desembargador João Luiz Azevedo Lessa, da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), revogou as medidas cautelares que o mantinham em liberdade desde agosto e ordenou que ele se apresente à polícia até esta sexta-feira (19). O Ministério Público Estadual (MP-AL) solicitou a prisão ao comprovar que Ferreti descumpriu repetidamente as condições impostas para responder ao processo em liberdade.

Entre as condições estavam o uso de tornozeleira eletrônica com raio zero, a proibição de sair da comarca sem autorização e a obrigação de manter o endereço atualizado. No entanto, o MPAL apresentou provas de que o influenciador realizou deslocamentos incompatíveis com o monitoramento, não residia mais no endereço cadastrado e que a vítima acionou o botão do pânico em pelo menos três ocasiões. Um relatório técnico da Secretaria Estadual de Ressocialização (SERIS) confirmou as violações. “As medidas cautelares diversas da prisão se mostraram insuficientes”, sustentou o MP no pedido acatado pela Justiça.

Kel Ferreti havia cumprido sete meses de prisão antes de ser solto para aguardar o julgamento de recursos. Ele foi condenado em abril por um estupro ocorrido em junho de 2024, em uma pousada no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. A condenação se baseou em laudos periciais, imagens e registros de conversas. Além deste processo, o influenciador responde a outra ação na qual o MP pede 77 anos de prisão por suposta liderança de uma organização criminosa voltada a fraudes e lavagem de dinheiro.

A defesa do influenciador, liderada pela advogada Amanda Montenegro, classificou a decisão de prisão como “manifestamente ilegal” e “processualmente nula”. Eles alegam violação ao princípio da colegialidade, já que a Câmara Criminal analisava recursos do caso, e argumentam que falhas no monitoramento foram técnicas, não deliberadas. Em nota, a defesa afirmou que “prisões cautelares não podem ser utilizadas como instrumento de antecipação de pena”.

O promotor de Justiça José Carlos Castro, ao justificar o pedido de prisão, declarou: “O estupro é um crime que violenta o corpo da mulher... O descumprimento dessas medidas demonstra desprezo pela Justiça, pela vítima e pela própria condição que lhe foi concedida”. Apesar das acusações em andamento, a Justiça havia autorizado em novembro que Kel Ferreti voltasse a divulgar casas de apostas legais, permissão que foi suspensa com a nova ordem de prisão.

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