PF aponta senador Weverton Rocha como 'sustentáculo político' de esquema nacional de fraudes no INSS
Ministro do STF André Mendonça autorizou busca e apreensão na casa do parlamentar após investigações o ligarem ao "Careca do INSS"
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As investigações da Polícia Federal (PF) sobre o esquema nacional de descontos fraudulentos em benefícios do INSS apontaram o senador Weverton Rocha (PDT-MA) como “sustentáculo político” da organização criminosa liderada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e pelo empresário Maurício Camisotti. As informações constam na decisão do ministro do STF André Mendonça, que autorizou nesta quinta-feira (18) mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar, além de decretar a prisão preventiva de outros envolvidos.
De acordo com a PF, Weverton Rocha teria se beneficiado dos valores ilícitos provenientes dos descontos associativos não autorizados e mantinha relações próximas com integrantes do esquema. As investigações também identificaram um grupo de conversas no aplicativo de mensagens intitulado “Grupo Senador Weverton” em aparelhos usados por funcionários do “Careca do INSS”.
A nova fase da Operação Sem Desconto cumpre 52 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva. Entre os que tiveram a prisão decretada estão o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, e Gustavo Gaspar, ex-assistente parlamentar sênior na liderança do PDT — considerado, segundo a PF, “braço direito” do senador.
Gaspar teria deixado o cargo em 2023 após denúncia de que atuava como funcionário fantasma, mas teria voltado recentemente ao Ministério da Previdência acompanhado do “Careca do INSS” para reunião com Adroaldo Portal.
O pedido de prisão preventiva do senador foi negado pelo Ministério Público Federal (MPF), que considerou insuficientes, no momento, os elementos para decretar sua prisão. A decisão do STF, no entanto, autorizou as buscas e manteve a possibilidade de novas medidas caso surjam novas provas.