31 de julho de 2025
IBGE

Fundações e associações sem fins lucrativos crescem 7,3% em Alagoas, acima da média nacional

Dados mostram que estado tem 6.411 fundações e associações sem fins lucrativos, empregando quase 20 mil pessoas; mulheres representam 61% da força de trabalho no setor

Por Redação
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FASFIL: números em Alagoas são bem superiores a média nacional - Foto: Reprodução

O número de Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (FASFIL) em Alagoas cresceu 7,3% em 2023, atingindo 6.411 unidades – ritmo superior à média nacional, que foi de 4%. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (18) pelo IBGE, revelam a força do terceiro setor no estado, com predomínio de entidades religiosas (2.008 unidades) e associações de defesa de direitos (1.251), que juntas concentram mais da metade das organizações.

No ano passado, essas entidades empregavam 19.788 pessoas em Alagoas, um aumento de 1,1% em relação a 2022. A maior parte dos postos de trabalho está nas áreas de Saúde e Educação e Pesquisa, que respondem por mais de 65% dos empregos formais do setor no estado.

A presença feminina também se destaca: 61,34% das pessoas ocupadas nas FASFIL alagoanas são mulheres, percentual que sobe para 68,9% no Brasil. No entanto, a desigualdade salarial persiste: em nível nacional, elas recebem, em média, 81% da remuneração paga aos homens.

No cenário brasileiro, o IBGE contabilizou 596,3 mil unidades de FASFIL em 2023, com forte concentração no Sudeste (43,2%). O salário médio pago pelo setor foi de R$ 3.630,71, com os maiores rendimentos em Educação Superior (R$ 5.247,07) e Associações empresariais (R$ 5.226,07). Apesar do crescimento, 85,6% das entidades não possuíam nenhum empregado formalizado.

O estudo FASFIL 2023 utiliza informações do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) e incorpora mudanças metodológicas decorrentes da inclusão total das empresas ativas do CNPJ e da consolidação do eSocial, oferecendo um retrato detalhado e atualizado do terceiro setor no país e nos estados.

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