Produtos importados batem recorde e já são 27% do consumo no Brasil; China lidera avanço
O percentual é o mais alto da série de 22 anos analisada pela entidade, e representa o dobro da fatia observada em 2003, quando estava em 13,4%
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Um estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a participação de produtos importados no consumo dos brasileiros atingiu um novo recorde histórico em 2024, chegando a 26,7%. O percentual é o mais alto da série de 22 anos analisada pela entidade, e representa o dobro da fatia observada em 2003, quando estava em 13,4%.
O crescimento ocorreu mesmo diante de um cenário de dólar valorizado, que normalmente encarece as compras externas. A explicação, segundo o estudo, está na recuperação da demanda interna, que deu novo fôlego às importações. O avanço foi puxado principalmente pela China, cujos produtos responderam por 9,2% de tudo o que foi consumido no Brasil — mais que o dobro da participação de 4,3% registrada há dez anos.
O mercado brasileiro viu um aumento significativo de carros elétricos e híbridos, vestuário, máquinas, equipamentos e produtos de informática originários da China, muitos adquiridos por meio de sites internacionais.
Exportações perdem força
Em contrapartida, as exportações da indústria nacional perderam participação. A fatia da produção brasileira destinada ao exterior recuou de 19,3% em 2023 para 18,9% em 2024, interrompendo uma trajetória de recuperação pós-pandemia. Os dados ainda não refletem o impacto do recente aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos, principal destino das vendas externas do Brasil.