Gusttavo Lima na frente: Senador mostra que artistas apoiadores de Bolsonaro lideram recebimento de recursos públicos
Senador apresenta ranking com Gusttavo Lima, Bruno e Marrone e Leonardo no topo da lista de maiores valores acumulados via incentivos culturais e contratações governamentais
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Em resposta a uma acusação do senador Magno Malta (PL-BA) de que artistas pró-governo estariam usando a Lei Rouanet para financiar shows contra a anistia, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) rebateu com dados públicos, classificando a declaração como “fake news”. Durante a votação do PL da Dosimetria, nesta quinta-feira (17), Randolfe apresentou um levantamento que mostra que os maiores beneficiários de recursos públicos via incentivos culturais e contratações governamentais são, em sua maioria, artistas sertanejos e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ranking com base em dados de emendas parlamentares e contratações por estados e municípios, revela valores acumulados expressivos. No topo da lista aparece Gusttavo Lima, com cerca de R$ 52 milhões, seguido por Bruno e Marrone (R$ 45 milhões) e Leonardo (R$ 42 milhões). Outros nomes de peso do sertanejo, como Chitãozinho e Xororó, César Menotti e Fabiano, e Zezé Di Camargo e Luciano, também figuram entre os dez primeiros, com valores que variam de R$ 19 milhões a R$ 38 milhões.
Top 10 — maiores valores acumulados por artistas em dinheiro público (emendas + contratações municipais e estaduais):
Gusttavo Lima — cerca de R$ 52 milhões
Bruno e Marrone — cerca de R$ 45 milhões
Leonardo — cerca de R$ 42 milhões
Chitãozinho e Xororó — cerca de R$ 38 milhões
César Menotti e Fabiano — cerca de R$ 35 milhões
Zezé Di Camargo e Luciano — cerca de R$ 32 milhões
Eduardo Costa — cerca de R$ 28 milhões
Amado Batista — cerca de R$ 23 milhões
Henrique e Juliano — cerca de R$ 20 milhões
Fernando e Sorocaba — cerca de R$ 19 milhões
O levantamento reforça que esses recursos não vêm apenas da Lei Rouanet — que, vale ressaltar, não repassa dinheiro público diretamente, mas permite que empresas e pessoas físicas deduzam do Imposto de Renda parte do valor investido em projetos culturais aprovados. Boa parte dos valores listados refere-se a contratações diretas por prefeituras e governos estaduais, muitas vezes via emendas parlamentares.