31 de julho de 2025
nesta quinta-feira (18)

Após caso de homem morto por ataque de leoa, Parque Arruda Câmara (Bica) em João Pessoa será reaberto

No dia 30 de novembro um jovem de 19 anos invadiu o recinto de uma leoa e morreu após ser atacado pelo animal; o local estava interditado desde o caso

Por Redação
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Zoológico da Bica - Foto: Rafael Passos/Secom João Pessoa

O Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como Bica, em João Pessoa, será reaberto ao público nesta quinta-feira (18), após quase três semanas fechado. O local estava interditado desde o dia 30 de novembro, quando um jovem de 19 anos invadiu o recinto de uma leoa e morreu após ser atacado pelo animal.

De acordo com a Prefeitura de João Pessoa, o horário de funcionamento será das 9h às 16h, de quarta-feira a domingo, ficando fechado às segundas e terças-feiras para manutenção. Inicialmente, havia previsão de restrição no número de visitantes, mas a gestão municipal informou que não haverá limite de público e a visitação ocorrerá normalmente.

A reabertura segue um plano de segurança implementado pela administração do parque, que inclui:


- Reforço das barreiras físicas de proteção.

- Readequação dos percursos de visitantes.

- Fortalecimento da vigilância permanente.

- Definição de protocolos específicos para recintos de animais silvestres, especialmente felinos.

- Aprimoramento das rotinas de manejo e bem-estar animal.

- Investigação e perfil da vítima

A Polícia Civil afirmou, em 4 de dezembro, que não identificou falhas de segurança no local do incidente, considerando-o um fato atípico. A delegada Josenise Andrade destacou que o recinto da leoa obedecia a todos os critérios técnicos.

O jovem atacado foi identificado como Gerson de Melo Machado, de 19 anos. O g1 teve acesso a decisões judiciais que determinavam sua internação compulsória em instituição de longa permanência, por ele ser considerado inimputável devido a um quadro de esquizofrenia. As decisões apontavam que o tratamento ambulatorial era insuficiente para conter seu "ímpeto perigoso" e garantir a eficácia do tratamento psiquiátrico.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) mantém dois procedimentos de investigação abertos: um sobre as medidas adotadas pela prefeitura após o ocorrido, e outro, independente, que apura possíveis irregularidades ambientais no zoológico.

A leoa não será sacrificada


A leoa, chamada Leona, não será sacrificada. Nascida no próprio zoológico há 19 anos, ela passou por um nível elevado de estresse durante o episódio. Segundo o veterinário do parque, Thiago Nery, o animal ficou "estressado" e em "choque", mas obedeceu aos treinamentos de contenção, retornando ao recinto sem necessidade de armas ou tranquilizantes. Ela continua recebendo cuidados da equipe técnica.

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