Após caso de homem morto por ataque de leoa, Parque Arruda Câmara (Bica) em João Pessoa será reaberto
No dia 30 de novembro um jovem de 19 anos invadiu o recinto de uma leoa e morreu após ser atacado pelo animal; o local estava interditado desde o caso
Publicado em
O Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como Bica, em João Pessoa, será reaberto ao público nesta quinta-feira (18), após quase três semanas fechado. O local estava interditado desde o dia 30 de novembro, quando um jovem de 19 anos invadiu o recinto de uma leoa e morreu após ser atacado pelo animal.
De acordo com a Prefeitura de João Pessoa, o horário de funcionamento será das 9h às 16h, de quarta-feira a domingo, ficando fechado às segundas e terças-feiras para manutenção. Inicialmente, havia previsão de restrição no número de visitantes, mas a gestão municipal informou que não haverá limite de público e a visitação ocorrerá normalmente.
A reabertura segue um plano de segurança implementado pela administração do parque, que inclui:
- Reforço das barreiras físicas de proteção.
- Readequação dos percursos de visitantes.
- Fortalecimento da vigilância permanente.
- Definição de protocolos específicos para recintos de animais silvestres, especialmente felinos.
- Aprimoramento das rotinas de manejo e bem-estar animal.
- Investigação e perfil da vítima
A Polícia Civil afirmou, em 4 de dezembro, que não identificou falhas de segurança no local do incidente, considerando-o um fato atípico. A delegada Josenise Andrade destacou que o recinto da leoa obedecia a todos os critérios técnicos.
O jovem atacado foi identificado como Gerson de Melo Machado, de 19 anos. O g1 teve acesso a decisões judiciais que determinavam sua internação compulsória em instituição de longa permanência, por ele ser considerado inimputável devido a um quadro de esquizofrenia. As decisões apontavam que o tratamento ambulatorial era insuficiente para conter seu "ímpeto perigoso" e garantir a eficácia do tratamento psiquiátrico.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) mantém dois procedimentos de investigação abertos: um sobre as medidas adotadas pela prefeitura após o ocorrido, e outro, independente, que apura possíveis irregularidades ambientais no zoológico.
A leoa não será sacrificada
A leoa, chamada Leona, não será sacrificada. Nascida no próprio zoológico há 19 anos, ela passou por um nível elevado de estresse durante o episódio. Segundo o veterinário do parque, Thiago Nery, o animal ficou "estressado" e em "choque", mas obedeceu aos treinamentos de contenção, retornando ao recinto sem necessidade de armas ou tranquilizantes. Ela continua recebendo cuidados da equipe técnica.