31 de julho de 2025
JUSTIÇA

Defensoria Pública de Alagoas processa 23 empresas de consórcio por envolvimento em golpe contra consumidores

Ação Civil Pública visa responsabilizar empresas que formalizaram contratos após abordagens fraudulentas de vendedores autônomos; prática é conhecida como "golpe do consórcio"

Por Redação
Publicado em
Defensoria Pública de Alagoas. - Foto: Assessoria

Defensoria Pública do Estado de Alagoas moveu uma Ação Civil Pública contra 23 empresas de consórcio que atuam no estado. O processo, ajuizado nesta quinta-feira (11), busca responsabilizar judicialmente essas companhias por formalizar contratos originados de abordagens fraudulentas realizadas por vendedores autônomos, prática conhecida como "golpe do consórcio".

Segundo a ação, assinada pelos defensores públicos Norma Negrão, Othoniel Pinheiro e Lívia Risso, as vítimas são abordadas em vias públicas ou por anúncios online com falsas promessas. Os golpistas oferecem a entrega imediata de bens como veículos, imóveis ou financiamento, uma condição que não existe na modalidade de consórcio, que é um sistema de poupança programada e sorteio.

Após convencer o consumidor, os vendedores levam os contratos para formalização nas empresas, que os autorizam sem verificar a origem dos documentos ou os indícios claros de fraude. Essa falta de diligência por parte das administradoras é o cerne da ação judicial.

A Defensoria ingressou na Justiça com uma série de pedidos para coibir a prática e proteger novos consumidores. Entre as principais medidas solicitadas estão:

  • Medidas Informativas: Obrigatoriedade de avisos claros em sites explicando que consórcio não oferece entrega imediata.
  • Prevenção: Criação de vídeos educativos sobre golpes, cadastro oficial de vendedores autorizados e ligações de confirmação com o cliente após a assinatura do contrato.
  • Controle do Mercado: Impedir a atuação de empresas sem autorização comprovada do Banco Central do Brasil no mercado de consórcios.

A ação destaca que as empresas alvo já aparecem em centenas de processos judiciais em Alagoas por situações idênticas. Em outubro de 2025, a Polícia Civil já havia deflagrado uma operação contra a rede de golpistas, com prisões por crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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