31 de julho de 2025
CIÊNCIA

Cientistas descobrem nova espécie de tubarão que “anda” usando as nadadeiras

Animal foi identificado durante pesquisa em águas rasas próximas à Papua-Nova Guiné e chamou atenção pela forma incomum de locomoção

Por Redação
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Cientistas descobrem nova espécie de tubarão que “anda” usando as nadadeiras - Foto: Reprodução

Uma equipe de pesquisadores identificou uma nova espécie de tubarão-andante durante uma expedição científica realizada em águas rasas próximas à Papua-Nova Guiné. A descoberta ocorreu durante um mergulho noturno voltado ao monitoramento de tubarões ameaçados de extinção.

O animal foi encontrado por Jess Blakeway, estudante que participa de um projeto liderado pela University of the Sunshine Coast para estudar populações de tubarões-epaulette na Baía de Milne.

Segundo a pesquisadora, o primeiro sinal de que se tratava de algo diferente foi o padrão de cores do animal.

“Logo percebi que o padrão de cores era diferente de qualquer outra espécie com a qual eu já havia trabalhado”, relatou.

Após a captura temporária do espécime para análise, os cientistas realizaram medições e coletaram amostras de sangue e tecido. A confirmação veio apenas depois dos testes genéticos conduzidos na Austrália.

De acordo com Blakeway, esta é a primeira nova espécie descrita dentro desse grupo de tubarões desde 2013.

Nas duas noites seguintes à descoberta, os pesquisadores encontraram outros 11 exemplares com as mesmas características, reforçando a identificação da nova espécie.

O animal recebeu o nome de tubarão-andante de Dudgeon, em homenagem ao pesquisador Dr. Dudgeon, que há mais de duas décadas estuda esse grupo de tubarões.

O que mais chama a atenção é a forma de locomoção. Diferentemente da maioria dos tubarões, a espécie utiliza as quatro nadadeiras para se mover sobre o fundo do mar, dando a impressão de que está caminhando.

Por causa desse comportamento, a espécie ganhou o apelido de “tubarão que anda”. Entre os moradores da região, o animal é conhecido como kadedekedewa, expressão que pode ser traduzida como “tubarão-cão” ou “tubarão preguiçoso”, uma referência ao seu deslocamento lento.

A descoberta amplia o conhecimento científico sobre a biodiversidade marinha da região e reforça a importância das pesquisas voltadas à conservação de espécies pouco conhecidas dos oceanos.