Deputado acusa Governo de Alagoas de racionar insulina para pacientes
Deputado afirma que medicamento de ação rápida está em falta e que pacientes recebem apenas 15 dias de insulina prolongada; líder do Governo rebate críticas
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O deputado Cabo Bebeto (PL) denunciou, nesta quinta-feira (11), que a Secretaria de Estado da Saúde estaria racionando insulina destinada a pacientes com diabetes tipo 1 no Centro Estadual de Atenção Farmacêutica (CEAF), antigo Farmex. Segundo o parlamentar, usuários relatam constantes faltas do medicamento, essencial para a sobrevivência diária desses pacientes.
Durante o pronunciamento, Bebeto afirmou que tanto a insulina de ação prolongada quanto a de ação rápida têm apresentado irregularidades de distribuição. “Para 2025, já há racionamento: a insulina prolongada só está sendo liberada para 15 dias, e a de ação rápida está em falta”, declarou. Ele classificou o problema como resultado de “desprezo” pela saúde da população e não de falta de recursos.
O líder do Governo na Casa, deputado Silvio Camelo (PV), rebateu as críticas e destacou que o Executivo estadual trata a saúde como prioridade, citando investimentos em hospitais e UPAs. Camelo também lembrou que a responsabilidade pela gestão é compartilhada entre União, estados e municípios e cobrou que a oposição também pressione a Prefeitura de Maceió.
O governista aproveitou para questionar a compra do Hospital da Cidade (HC) pela gestão municipal, apontando suspeita de superfaturamento noticiada pela imprensa. Ele ainda cobrou ações como equoterapia, que, segundo ele, deveriam ser oferecidas pela administração municipal.
Bebeto respondeu propondo uma visita conjunta às unidades de saúde estaduais e municipais para verificar in loco as condições de atendimento. Ele sugeriu inspeções tanto no Hospital Geral do Estado (HGE) quanto no Hospital da Cidade.
O presidente da Casa, Marcelo Victor, encerrou a discussão defendendo mais investimentos em saúde básica e preventiva como forma de reduzir internações e melhorar o atendimento a doenças crônicas, como diabetes e enfermidades cardíacas.