Justiça mantém presos instrutores investigados por morte de jovem em salto
Tribunal considera prematuro revogar as prisões enquanto perícias e demais diligências sobre a queda de Maria Eduarda ainda estão em andamento
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A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva de dois instrutores investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (18) pelo desembargador Sérgio Mazina Martins, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que rejeitou o pedido apresentado pela defesa dos investigados Maicon Fernandes Cintra e Luís Felipe Feliciano Egoroff.
Ao analisar o recurso, o magistrado entendeu que não há, neste momento, elementos suficientes para autorizar a soltura dos suspeitos. Segundo ele, a investigação ainda está em curso e depende da conclusão de laudos técnicos e de outras provas consideradas relevantes para esclarecer as circunstâncias do acidente.
Entre os pontos citados na decisão estão informações reunidas pela investigação sobre a conduta dos envolvidos após a queda da jovem. O magistrado mencionou relatos de uma possível tentativa de deixar o local, além de indícios relacionados ao desaparecimento de equipamentos que poderiam auxiliar na reconstrução dos fatos.
Maria Eduarda morreu após cair de uma altura aproximada de 40 metros durante um salto da ponte. Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que a jovem é lançada da estrutura sem estar conectada ao sistema de segurança utilizado na prática esportiva.
A morte causou grande repercussão e levou à prisão dos instrutores que participavam da atividade. Eles são investigados por homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que o suspeito assumiu o risco de provocar a morte.
Investigação segue em andamento
De acordo com a Justiça, ainda é necessário aprofundar a apuração para determinar como ocorreu a falha que resultou na queda da jovem e qual foi a participação de cada investigado.
A análise do habeas corpus continuará tramitando no tribunal, mas, até uma nova decisão, os suspeitos permanecem presos.
Ponte pode ter acesso restrito
Após o acidente, órgãos federais e representantes das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis iniciaram discussões sobre medidas para impedir novas atividades no local.
Entre as alternativas debatidas estão o reforço das barreiras de acesso à ponte e até a retirada definitiva da estrutura, considerada um ponto de risco e frequentemente procurada para práticas de esportes radicais.
Quem era Maria Eduarda
Moradora de Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo, Maria Eduarda tinha 21 anos e trabalhava na área de atividades físicas. Nas redes sociais, compartilhava treinos e momentos da rotina.
Pouco antes do salto, ela publicou imagens da ponte onde ocorreria a atividade. Segundo o boletim de ocorrência, a jovem utilizava uma câmera de ação para registrar a experiência, mas o equipamento não foi localizado após o acidente.
O laudo necroscópico apontou que a morte foi causada por politraumatismo decorrente da queda.