31 de julho de 2025
AMÉRICA DO SUL

Troca no comando militar dos EUA na América Latina é vista pelo Brasil como sinal de ação próxima na Venezuela

Substituição no SouthCom por comandante alinhado a Trump leva Planalto a antecipar operação cirúrgica americana; Brasil se prepara para fluxo migratório e instabilidade

Por Redação
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O Grupo de Ataque do Porta-Aviões Gerald R. Ford, que foi deslocado para o Caribe em meio às tensões com a Venezuela - Foto: Petty Officer 3rd Class Gladjimi Balisage

O governo brasileiro interpreta a troca de comando no SouthCom (Comando Sul dos Estados Unidos), marcada para esta sexta-feira (12), como um sinal claro de que uma ação militar americana contra a Venezuela está próxima. A substituição do Almirante Alvin Holsey, nomeado por Joe Biden e contrário a intervenções, pelo Tenente-brigadeiro Evan L. Pettus, visto como mais alinhado à linha dura do presidente Donald Trump, é considerada um movimento estratégico decisivo em Brasília.

Segundo avaliações do Palácio do Planalto, Itamaraty e das Forças Armadas brasileiras, a expectativa é de um ataque limitado e de alta precisão, não uma invasão em larga escala. As hipóteses mais consideradas são:

  • Incapacitação de defesas aéreas: Destruição de radares e sistemas antiaéreos venezuelanos para neutralizar qualquer resposta militar.
  • Ataque com "bombas de penetração": Ação similar ao ataque dos EUA a instalações nucleares no Irã em junho de 2025, utilizando bombas que penetram no solo para destruir alvos militares ou de infraestrutura energética estratégica.

O Brasil já se prepara para os possíveis desdobramentos de um conflito, focando em dois principais eixos:

  1. Fluxo Migratório: Apesar da relativa estabilidade recente monitorada pela Operação Acolhida, há previsão de um aumento significativo de venezuelanos cruzando a fronteira de Roraima, incluindo possíveis desertores militares, fugitivos do regime ou civis em pânico.
  2. Expansão do Crime Organizado: Há receio de que facções como o "El Tren de Aragua", a mais poderosa gangue venezuelana, e grupos narcotraficantes brasileiros aproveitem o caos e a instabilidade para intensificar suas operações na região de fronteira.

A visão predominante no governo Lula é de que os Estados Unidos podem executar uma ação militar, mas delegarão o gerenciamento das consequências humanitárias e de segurança aos países vizinhos, principalmente Brasil e Colômbia. A troca no SouthCom é vista como o último sinal burocrático antes da escalada operacional.

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