31 de julho de 2025
Justiça nos EUA

Divulgação de transcrições do caso Epstein é autorizada pela Justiça dos EUA

Juiz ordena abertura de transcrições sigilosas do caso Epstein após nova lei exigir transparência, com proteção à identidade das vítimas

Por Redação
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Epstein, denunciado por tráfico sexual em 2019, foi encontrado morto um mês depois em uma cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. - Foto: Divulgação

A Justiça dos Estados Unidos determinou a liberação das transcrições sigilosas dos júris que analisaram as acusações de tráfico sexual envolvendo Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (10), atende à nova Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, que obriga o governo a divulgar documentos relacionados ao caso até 19 de dezembro.

O juiz federal Richard M. Berman, de Manhattan, revogou entendimento anterior e autorizou a publicação de cerca de 70 páginas de depoimentos, desde que nomes e informações que permitam identificar vítimas sejam preservados. “A segurança e a privacidade das vítimas são fundamentais”, registrou o magistrado.

A liberação ocorre após decisões paralelas: um juiz de Nova York já havia autorizado a divulgação dos registros do julgamento de Maxwell, enquanto outro, na Flórida, permitiu a publicação de documentos de uma investigação federal arquivada nos anos 2000.

As transcrições incluem relatos de agentes do FBI e de um detetive de Nova York que atuaram nos grandes júris dos dois casos. Parte do conteúdo já havia sido exposta durante o julgamento de Maxwell, condenada em 2021.

Epstein, denunciado por tráfico sexual em 2019, foi encontrado morto um mês depois em uma cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. A morte foi classificada como suicídio.

Imagens inéditas

No início de dezembro, parlamentares democratas divulgaram fotos da mansão de Epstein em uma ilha no Caribe, mostrando cômodos intactos, máscaras nas paredes, um telefone com discagem rápida associada a nomes de contatos frequentes e um quadro-negro com palavras como “poder”, “engano” e “conspirações”.

A divulgação ocorre dias após o ex-presidente Donald Trump sancionar a lei que determina a liberação de todos os documentos federais ligados ao caso, incluindo registros bancários e materiais acumulados por mais de uma década. Parlamentares, porém, avaliam que uma nova investigação aberta pelo governo pode atrasar o processo ou justificar trechos censurados.