CPI do Crime Organizado no Senado convoca presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e Antonhy Garotinho
Bacellar, preso preventivamente por vazar informações a facção, foi solto pela Assembleia do RJ um dia antes; oitiva pode ocorrer já na próxima semana
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A CPI do Crime Organizado no Senado aprovou, nesta terça-feira (9), a convocação obrigatória do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Rodrigo Bacellar (União), preso preventivamente por suspeita de vazar informações sigilosas de operações policiais contra o Comando Vermelho. A decisão ocorre um dia após os colegas de Bacellar na Alerj votarem, por 42 a 21, pela soltura do parlamentar.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), justificou a medida afirmando que a contribuição de Bacellar é "imprescindível" para a investigação. "É entender como essa força criminosa atua para corromper instituições e desviar recursos vitais da nação", disse Vieira.
Bacellar é acusado de vazar detalhes da Operação Zargun, que prendeu o ex-deputado TH Joias, suspeito de intermediar a venda de armas para a facção.
A CPI também aprovou um convite – portanto, não obrigatório – ao ex-governador do Rio de Janeiro Antonhy Garotinho, que esteve no cargo entre 1998 e 2002. Vieira destacou que Garotinho tem feito "reiteradas e densas denúncias" sobre a infiltração do crime organizado no estado e que seu depoimento é fundamental para a comissão.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou que há "grande possibilidade" de pautar as oitivas aprovadas já na próxima semana.