Caso Esther MP devolve inquérito à Polícia e pede novas diligências para oferecer denúncia
Fernando Santos e Uilma Ferreira seguem presos; polícia investiga participação de uma nova mulher na morte da criança, encontrada em cacimba em São Lourenço da Mata
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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) devolveu à Polícia Civil (PCPE) o inquérito que apura a morte da menina Esther Isabelly Pereira, de 4 anos, encontrada morta em uma cacimba em São Lourenço da Mata, no Grande Recife. A devolução, realizada nesta terça-feira (9), tem como objetivo a realização de "diligências complementares e imprescindíveis" para que a denúncia possa ser oferecida à Justiça.
Em nota, o MPPE afirmou que o envio do inquérito à 10ª Delegacia de Homicídios visa "alcançar todos os crimes perpetrados e imputando devidamente as condutas aos seus autores". A Polícia Civil informou que ainda não recebeu formalmente as solicitações.
Situação dos Investigados:
- Fernando Santos de Brito, 31 anos: Indiciado como suspeito de assassinar e ocultar o corpo de Esther. Permanece em prisão preventiva. O DNA da vítima foi encontrado na parede e no piso do quarto dele, conforme a polícia.
- Uilma Ferreira dos Santos, 33 anos: Ex-companheira de Fernando, indiciada por ocultação de cadáver. Teve a prisão temporária prorrogada na última sexta-feira (5).
- Fabiano Rodrigues de Lima, 27 anos: Compartilhava o terreno com Fernando e também está preso preventivamente, mas a polícia não comprovou seu dolo na ocultação do corpo.
A PCPE vai investigar a participação de uma nova mulher na morte de Esther, que estava na casa de um dos indiciados na noite do desaparecimento da criança.
Esther desapareceu em 20 de outubro enquanto brincava com os irmãos perto de um campo de futebol no bairro Pixete. Testemunhas (seus irmãos) relataram ter visto um homem encapuzado levando a criança para o imóvel de Fernando e Fabiano. O corpo foi encontrado 21 horas depois, no fundo de uma cacimba no terreno, com lesões no rosto. A perícia apontou que a morte foi causada por traumatismo cranioencefálico. O caso chocou a região e mobilizou a comunidade em buscas.