31 de julho de 2025
SAÚDE

Anvisa aprova novo tratamento para tipo agressivo de câncer no sangue

Medicamento é indicado para pacientes com linfoma difuso de grandes células B que tiveram recaída da doença ou não responderam ao tratamento inicial

Por Redação
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Anvisa aprova novo tratamento para tipo agressivo de câncer no sangue - Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Columvi (glofitamabe) para o tratamento de adultos com Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB), o subtipo mais comum entre os linfomas não Hodgkin e considerado uma das formas mais agressivas de câncer no sangue.

A nova terapia é destinada a pacientes cuja doença voltou após o tratamento inicial ou que não responderam às terapias anteriores. A aprovação contempla pessoas que não podem ser submetidas ao transplante autólogo de células-tronco, além de pacientes em terceira linha de tratamento ou em estágios mais avançados da doença.

Segundo estimativas, cerca de 4 mil brasileiros são diagnosticados com esse tipo de linfoma todos os anos.

O glofitamabe pertence à classe dos anticorpos biespecíficos, medicamentos desenvolvidos para conectar as células de defesa do organismo às células cancerígenas, estimulando o sistema imunológico a combater o tumor.

"O medicamento funciona como uma ponte entre as células T, responsáveis pela defesa do organismo, e as células do câncer, favorecendo a destruição do tumor", explica o hematologista Renato Tavares, membro da diretoria da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

Os resultados do estudo clínico internacional de fase III STARGLO mostraram que o tratamento combinado com quimioterapia reduziu em 41% o risco de morte em comparação ao protocolo convencional.

A pesquisa também apontou que 50,3% dos pacientes tratados com o novo esquema alcançaram remissão completa da doença, enquanto no grupo que recebeu o tratamento tradicional esse índice foi de 22%. Além disso, houve redução de 63% no risco de progressão do câncer.

De acordo com o especialista, a aprovação amplia o acesso a uma alternativa terapêutica para pacientes que, até então, dependiam principalmente de terapias celulares avançadas, como a CAR-T, ainda restritas no país.

O tratamento com o glofitamabe tem duração fixa de aproximadamente 8,3 meses e é administrado por infusão intravenosa em ambiente ambulatorial, dispensando a necessidade de internação hospitalar.