31 de julho de 2025
Pernambuco

Caso Esther: juíza decide manter prisão e afirma que liberdade dos suspeitos colocaria “integridade física em risco”

Magistrada do TJPE cita a gravidade do crime e a comoção social para justificar a conversão da prisão em preventiva dos dois investigados pela morte da menina de 4 anos

Por Redação
Publicado em
Caso Esther: Juíza decide manter prisão de suspeitos - Foto: Reprodução

A juíza Roberta Barcala Baptista Coutinho, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), determinou nesta quarta-feira (22) a prisão preventiva de Fernando Santos de Brito, de 31 anos, e Fabiano Rodrigues de Lima, de 27, suspeitos de envolvimento na morte da menina Esther Isabelly, de 4 anos. A criança foi encontrada morta em uma cacimba no bairro Pixete, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife.

Na decisão, a magistrada destacou que soltar os investigados representaria risco à segurança deles e poderia comprometer a ordem pública, considerando a repercussão do caso e a brutalidade do crime.

“As circunstâncias da prisão dos flagranciados revelam a inadequação das medidas cautelares diversas da prisão (...). Seria um risco à integridade física dos autuados a concessão da liberdade provisória”, escreveu a juíza.

A juíza também ressaltou que Fabiano é primário, enquanto Fernando possui antecedentes criminais por roubo e responde por furto. O histórico e o impacto do crime foram usados como base para manter os dois presos.

Relembre o caso

Esther desapareceu na segunda-feira (20), enquanto brincava com os irmãos, de 7, 8 e 10 anos, perto de um campo de futebol no bairro Pixete. De acordo com os meninos, um homem encapuzado teria levado a irmã para dentro de uma casa próxima.

Após cerca de 21 horas de buscas, o corpo da menina foi encontrado na tarde de terça-feira (21), dentro de uma cacimba de 3,8 metros de profundidade. O Instituto de Medicina Legal (IML) apontou traumatismo cranioencefálico causado por instrumento contundente como a causa da morte.

O proprietário do imóvel onde o corpo foi localizado relatou que o terreno era murado e que apenas os suspeitos tinham as chaves de acesso ao local.

Suspeitos presos

Fernando e Fabiano foram detidos em flagrante por ocultação de cadáver, e não por homicídio. A prisão ocorreu na terça-feira (21), após a descoberta do corpo. Inicialmente, os dois foram levados para a Delegacia de São Lourenço da Mata, mas a unidade foi cercada por moradores revoltados, o que levou à transferência deles para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Recife.

Durante os depoimentos, ambos negaram envolvimento na morte de Esther.
Fabiano afirmou que saiu para trabalhar de madrugada e passou a tarde na casa de uma amiga, voltando para casa apenas à noite. Fernando declarou que esteve com a mãe da criança e, em seguida, visitou a própria mãe, passando em casa apenas para pegar alguns objetos pessoais.

O DHPP continua investigando o caso para determinar as circunstâncias da morte e se outras pessoas participaram do crime. A morte de Esther Isabelly causou grande comoção em São Lourenço da Mata, onde vizinhos e familiares seguiram mobilizados em busca de justiça.