31 de julho de 2025
investigação

Polícia conclui inquérito e indica dois suspeitos pela morte de Esther, de 4 anos

Investigação aponta traumatismo craniano como causa da morte; violência sexual e ritual religioso foram descartados

Por Redação
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A motivação do crime ainda não foi esclarecida. De acordo com a Polícia Civil, há hipóteses em análise, mas nenhuma conclusão definitiva - Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil de Pernambuco concluiu parte da investigação sobre a morte de Esther Isabelly Pereira da Silva, 4 anos, encontrada em uma cacimba dentro de uma casa no bairro Pixete, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, em outubro. Dois dos três detidos durante as apurações foram indiciados.

A delegada Juliana Bernat, da 10ª Delegacia de Polícia de Homicídios, e o delegado Diego Jardim, da Divisão de Homicídios Metropolitana Norte, apresentaram os resultados em coletiva nesta sexta-feira (5). Foram indiciados Fernando Santos de Brito, morador da residência onde o corpo foi localizado, e Uilma Ferreira dos Santos, que já manteve relacionamento com ele e também viveu no imóvel.

O terceiro detido, Fabiano Rodrigues de Lima, que dividia a casa com Fernando, não foi indiciado. Segundo a Polícia Civil, os depoimentos prestados por ele foram consistentes e não há indícios de participação no crime. Os investigadores apontaram que ele havia saído para trabalhar horas antes do ocorrido e retornado após a morte da criança.

As análises concluíram que Esther morreu por traumatismo craniano. A investigação afastou, neste momento, a existência de violência sexual e a prática de ritual religioso no local. A confirmação de que o crime aconteceu dentro do quarto de Fernando foi possível após a identificação de sangue compatível com o DNA da vítima.

Fernando foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Uilma responderá por ocultação de cadáver por, segundo a polícia, ter ajudado na limpeza de vestígios e na retirada de móveis do quarto.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida. De acordo com a Polícia Civil, há hipóteses em análise, mas nenhuma conclusão definitiva. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco, que definirá os próximos encaminhamentos. Os dois indiciados permanecem presos preventivamente. Fabiano também segue detido até decisão do MP.

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