31 de julho de 2025
Surto de metanol

Pernambuco é o 2º estado com mais mortes por ingestão de bebidas adulteradas

Estado registra cinco óbitos e oito casos confirmados de intoxicação; país soma 22 mortes e quase 900 notificações desde setembro.

Por Redação
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Entre 26 de setembro e 5 de dezembro de 2025, foram contabilizadas 890 notificações de suspeita de intoxicação por metanol. - Foto: Divulgação

Pernambuco aparece como o segundo estado brasileiro com mais mortes provocadas por intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas, de acordo com dados atualizados do Ministério da Saúde. Desde o início das investigações, em setembro, o estado confirmou cinco óbitos e oito casos da chamada “crise do metanol”, três deles resultando em sequelas permanentes.

No total, o governo federal já reconhece 22 mortes no país. São Paulo lidera o ranking, com dez vítimas confirmadas, seguido por Paraná e Mato Grosso, que registraram três óbitos cada um. Na Bahia, houve uma morte ligada ao consumo de bebidas contaminadas. Outros nove óbitos seguem em investigação, sendo cinco em São Paulo, três em Pernambuco e um em Alagoas.

Estados mais atingidos

O levantamento federal mostra que São Paulo concentra a maior quantidade de notificações — 578 registros, dos quais 50 foram confirmados. Pernambuco aparece em seguida, com 109 notificações e oito confirmações. Paraná e Mato Grosso registraram seis casos cada um; a Bahia confirmou dois; e o Rio Grande do Sul, um.

Situação nacional

Entre 26 de setembro e 5 de dezembro de 2025, foram contabilizadas 890 notificações de suspeita de intoxicação por metanol. Desse total, 73 casos foram confirmados, 29 seguem sob análise e 788 foram descartados por ausência de evidências do produto.

Nesta segunda-feira (8), o Ministério da Saúde anunciou o encerramento da sala de situação criada em outubro para monitorar o surto. Segundo a pasta, o último caso confirmado ocorreu em 26 de novembro, de um paciente que apresentou sintomas três dias antes. O órgão afirma que o cenário atual aponta “estabilidade epidemiológica”.

A pasta destacou que todos os estados contam com estoque regular de antídotos e estrutura ampliada para diagnósticos. A vigilância volta agora ao fluxo convencional do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Entenda a crise

A crise do metanol teve início no final de setembro, após alerta da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça, que registrou os primeiros casos de intoxicação. Em 1º de outubro, o governo federal instalou a sala de situação com participação de Anvisa, Fiocruz, Ebserh, Conselho Nacional de Saúde, Opas e outros órgãos de investigação e fiscalização.

Durante o período de monitoramento ampliado, o Ministério da Saúde distribuiu 1.500 ampolas de fomepizol, 4.806 unidades de etanol para atendimento emergencial e manteve estoque estratégico de 2,6 mil ampolas de antídotos.