IA desenvolvida pela UFPE pode diagnosticar precocemente a doença de Alzheimer
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Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco, liderados pelo doutorando Gilson José Alves, criaram um sistema de inteligência artificial para auxiliar no diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer.
O método combina sinais de eletroencefalograma (EEG), medindo ondas nas bandas delta, teta, alfa e beta, com uma rede neural artificial adaptativa, capaz de aprender padrões sutis presentes em cérebros com Alzheimer. Os testes realizados até agora mostraram uma sensibilidade de 80%, especificidade de 94,59% e acurácia de 94%, indicando bom desempenho na distinção entre pessoas com e sem a doença.
Uma das grandes vantagens dessa abordagem é o uso de EEG, exame mais acessível e menos invasivo do que métodos como ressonância magnética ou PET Scan, o que pode facilitar a aplicação em regiões com menos recursos. Além disso, um diagnóstico mais precoce abre caminho para intervenções clínicas mais eficazes, ajudando a retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e familiares.
Embora os resultados sejam promissores, o sistema ainda precisa passar por validações clínicas em amostras maiores, além da padronização dos protocolos de EEG para garantir replicabilidade e confiabilidade em ambientes reais de atendimento médico.