Aneel mantém bandeira vermelha 1 em novembro com acréscimo de R$ 4,50 na conta de luz
Baixo volume de chuvas e redução nos reservatórios mantêm custos elevados de geração
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para o mês de novembro, resultando em um acréscimo de R$ 4,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Esta é a segunda mensalidade consecutiva com a bandeira vermelha, após a agência ter acionado o patamar 2 (R$ 7,87 por 100 kWh) em agosto e setembro.
De acordo com a Aneel, a decisão reflete o "cenário desfavorável para a geração hidrelétrica", caracterizado por volume de chuvas abaixo da média e redução nos níveis dos reservatórios. A necessidade de acionar usinas termelétricas – fonte de energia mais custosa – para garantir o abastecimento justifica a manutenção da bandeira vermelha.
A agência destacou ainda que a geração solar, por ser intermitente, não supre a demanda continuamente, especialmente durante o horário de pico, exigindo complementação das termelétricas.
O sistema de bandeiras tarifárias, vigente desde 2015, sinaliza aos consumidores os custos reais de geração de energia:
- Bandeira verde: sem acréscimo
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 2,00 a cada 100 kWh
- Bandeira vermelha - patamar 1: acréscimo de R$ 4,50 a cada 100 kWh
- Bandeira vermelha - patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh
A manutenção da bandeira vermelha em novembro reforça a necessidade de consumo consciente de energia pelos brasileiros enquanto persistem as condições climáticas adversas.