Ancelotti testa Militão como lateral direito em amistoso do Brasil contra Senegal
Técnico da Seleção Brasileira busca solidez defensiva após derrota para o Japão e inspira-se nas conquistas de 1994 e 2002 para montar time da Copa de 2026
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Em seu sétimo jogo no comando da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti adotará uma formação defensiva experimental no amistoso contra o Senegal neste sábado (15), no Emirates Stadium, em Londres. O zagueiro do Real Madrid, Éder Militão, será escalado como titular na lateral direita - uma solução inovadora do técnico italiano em busca de maior solidez defensiva após a derrota por 3 a 2 para o Japão no mês passado.
A reviravolta japonesa em Tóquio, quando o Brasil desperdiçou uma vantagem de 2 a 0 no intervalo, provocou uma reavaliação tática em Ancelotti. "O Militão tem um perfil diferente dos outros laterais direitos. Vou pedir algo diferente em termos de qualidade e estilo de jogo", explicou o técnico, acrescentando que "uma defesa sólida ajuda jogadores de qualidade a fazer a diferença" - filosofia que remete às conquistas mundiais de 1994 e 2002.
Quase seis meses após assumir o cargo, Ancelotti revela estar se adaptando a uma rotina radicalmente diferente da dos clubes. "Não estou acostumado a trabalhar de vez em quando. Eu costumava trabalhar todos os dias, mas agora é diferente. O trabalho de observar os jogadores foi o mais difícil de se adaptar, mas estou gostando", confessou o experiente técnico, que já conquistou a vaga para a Copa de 2026.
Apesar dos desafios, Ancelotti mostra-se entusiasmado com sua nova vida no Rio de Janeiro: "O Brasil é fantástico e a recepção tem sido espetacular". O amistoso contra os senegalenses representa também uma oportunidade de quebrar um tabu histórico - o Senegal é uma das duas únicas seleções que o Brasil nunca venceu, junto com a Noruega, com um empate em 2019 e uma derrota em 2023 no retrospecto.