Dunga vê Ancelotti no caminho do título e compara Seleção com o tetra de 1994
Ex-técnico da Seleção Brasileira afirmou que o projeto do técnico italiano caminha para render bons frutos
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Dunga, capitão do tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira em 1994, enxerga paralelos entre a equipe daquela conquista e o trabalho que está sendo desenvolvido por Carlo Ancelotti. Em entrevista ao jornal espanhol "As", o ex-jogador afirmou que o projeto do técnico italiano caminha para render bons frutos e lembrou que a equipe campeã há 30 anos também foi criticada por supostamente abandonar o "futebol-arte".
O ex-volante destacou as semelhanças entre os dois contextos. "Isso aconteceu conosco também em 1994 e não ganhávamos a Copa do Mundo há 24 anos. O Brasil tem um estilo europeu, mas também o tinha em 1994", afirmou Dunga, que recentemente ingressou no Salão da Fama do Futebol no México.
Sobre o debate acerca da perda da essência do futebol brasileiro, principalmente com um elenco majoritariamente formado por atletas que atuam na Europa, Dunga foi enfático. "Muitos jogadores estavam na Europa [em 1994], mas não perdemos nossa natureza. Acho que o Brasil tem bons jogadores, mas eles precisam de uma boa postura e decisões. Na Copa do Mundo você não tem amanhã. Tudo é hoje!", comentou.
Com a experiência de quem também comandou a Seleção em duas passagens, incluindo a Copa de 2010, Dunga ressaltou a importância da mentalidade coletiva para o sucesso. "Acho que os jogadores, se jogarem coletivamente e saberem o que fazer, você pode fazer. O Brasil tem que encontrar soluções. Pensar sobre 'os outros são muito bons'... Bem, sim! Mas tem que enfrentar todos", explicou.
Finalmente, o ex-capitão definiu o que, em sua visão, forma o DNA do futebol brasileiro: a superação. "O DNA do futebol brasileiro é superar as adversidades da vida. A maioria dos jogadores não tem as melhores condições. Futebol é a forma como expressamos nossas qualidades. Nosso talento e superação das adversidades", concluiu Dunga.