Governo de Alagoas pede autorização para contrair mais um empréstimo; dessa vez de R$ 900 milhões
Projeto enviado à ALE com urgência eleva para R$ 4,1 bilhões o volume de dívidas contraídas em 14 meses
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O Governo de Alagoas encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei solicitando autorização para contrair mais um novo empréstimo, dessa vez de R$ 900 milhões, com garantia da União. Se aprovado, o valor elevará para R$ 4,1 bilhões o total de operações de crédito contraídas pelo estado entre setembro de 2024 e outubro de 2025. O governador Paulo Dantas (MDB) pediu análise em caráter de urgência do projeto.
O novo empréstimo surge exatamente no mesmo momento que o governador Paulo Dantas anuncia que vai realizar R$ 5 bilhões em obras na Região Metropolitana de Maceió, nos levando a pergunta se realmente exsite dinheiro para tudo o que foi anunciado por ele.
Conforme a mensagem governamental protocolada na segunda-feira (10), os recursos serão destinados ao financiamento de investimentos em infraestrutura rodoviária e aeroportuária, ampliação e modernização da rede pública de saúde (SUS) e a continuidade de programas como Alagoas de Ponta a Ponta, Conecta Alagoas, Minha Cidade Linda e o Aeroporto Costa dos Corais, em Maragogi
Esta nova operação ocorre em um contexto de acelerado endividamento do estado ,conforme os dados dos outros empréstimos garantidos pelo Governo de Alagoas:
- Set/2024: R$ 790 milhões com consórcio Itaú/Santander (Programa Visão Alagoas II)
- Fev/2025: R$ 867,9 milhões com Banco Bradesco (Programa Visão Alagoas III)
- Out/2025: R$ 1,53 bilhão com Banco Mundial (Bird)
As dívidas contraídas possuem prazos extensos - chegando a 33 anos em alguns casos - o que representa um passivo de longo prazo para futuras gestões. O governo argumenta que as operações têm respaldo no Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF) para 2026 e visam "consolidar o crescimento econômico sustentável de Alagoas".
A questão central que se coloca é se o estado terá condições de honrar esses compromissos sem comprometer serviços essenciais, e se os investimentos prometidos trarão os benefícios econômicos e sociais necessários para justificar o expressivo volume de endividamento contraído em curto espaço de tempo.