Capacete aberto coloca motociclistas em risco
Especialistas e motociclistas alertam para perigos de traumas faciais
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Em cidades quentes como Maceió, muitos motociclistas optam pelo capacete aberto devido ao conforto térmico. No entanto, especialistas alertam que, embora permitido por lei, o modelo deixa áreas vitais do rosto expostas, aumentando o risco de traumas graves e até fatais.
Segundo dados do Hospital Geral do Estado (HGE), nos seis primeiros meses de 2024, 1.120 motociclistas vítimas de acidentes de trânsito foram atendidos na unidade um aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2023.
O que dizem os especialistas
O agente de trânsito Wanderson Freitas explica que a Resolução 940 do Contran autoriza capacetes abertos e integrais, mas com diferentes níveis de proteção. “O capacete integral protege toda a cabeça, inclusive a mandíbula. Já o aberto deixa o rosto exposto. Em colisões, é a primeira parte a sofrer impacto, e os traumas são severos”, afirma.
Estudos indicam que capacetes integrais podem reduzir em até 30% as fraturas faciais. Dados da OMS, do Detran de São Paulo e da NHTSA (EUA) reforçam a eficácia do modelo fechado. Wanderson também alerta que o risco aumenta quando o equipamento é usado de forma inadequada: viseira levantada, fivela solta ou tamanho incorreto podem comprometer totalmente a proteção.
A 2ª Sargento Anielly Santos, socorrista do Corpo de Bombeiros de Alagoas, afirma que capacetes abertos estão ligados a traumas crânio-encefálicos e lesões faciais severas, incluindo cortes, fraturas e edemas. “Muitos acidentes poderiam ser evitados com o uso correto do capacete integral”, diz.
O comerciante Gustavo Melo, motociclista por hobby, prioriza a proteção. “Prefiro suportar o calor e estar seguro. O capacete aberto deixa o rosto vulnerável”, explica.
Já o motociclista de aplicativo Eduardo Silva destaca a praticidade do modelo aberto em corridas urbanas. “O calor é intenso e o capacete fechado cansa rápido. Em algumas áreas, mostrar o rosto é questão de segurança. Além disso, os passageiros preferem o modelo aberto”, comenta.
Alerta final
Especialistas reforçam que, independentemente do modelo, a proteção da cabeça e do rosto deve ser prioridade. Capacete fechado, fivela ajustada, viseira abaixada e tamanho adequado podem fazer a diferença entre a vida e a morte no trânsito.