Zema propõe "superpresídio" na Amazônia e enquadramento de facções como terroristas
Durante convenção do Partido Novo, candidato à Presidência defendeu regime rigoroso para chefes do crime e limite de mandatos no STF
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Em convenção nacional do Partido Novo realizada em Brasília, o candidato oficial da legenda à Presidência da República, Romeu Zema, apresentou suas diretrizes para a segurança pública e defendeu o endurecimento das penas e das condições de isolamento para lideranças do crime organizado.
A principal proposta do presidenciável envolve a construção de um estabelecimento penal de segurança máxima em uma região remota da floresta amazônica. O objetivo do "superpresídio" é confinar os chefes de facções criminosas em isolamento estrito, sem comunicação com o exterior.
"Vou enquadrar todas as organizações e facções criminosas como terroristas. Vamos construir um super presídio de referência num lugar remoto no meio da Amazônia, para onde todos esses líderes vão ser encaminhados e vão mofar por pelo menos 25 anos", declarou Zema durante o discurso oficial.
Rigor penal e reforma no STF
Além da criação do complexo penitenciário, o candidato voltou a defender a reclassificação jurídica das facções. Para Zema, a ausência do enquadramento do crime organizado na legislação antiterrorismo fragiliza a soberania nacional e contrasta com políticas externas mais duras, como a postura adotada pelos Estados Unidos.
Durante o evento, Zema também abordou reformulações no Poder Judiciário. O candidato propôs limitar a permanência de ministros no Supremo Tribunal Federal (STF) ao tempo máximo de 15 anos, argumentando que a indicação para a Corte deveria representar a fase final da carreira de juristas com longa experiência no setor público ou acadêmico.
A convenção ratificou a candidatura de Zema pelo Partido Novo, sob a condução do presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, que ainda trabalha na composição da chapa e na definição do nome para a vaga de vice-presidente.