31 de julho de 2025
Discurso de posse e pré-candidatura

Zema eleva o tom contra o STF e mira ministros ligados ao Caso Banco Master

Em convenção nacional do Novo, candidato à Presidência classifica decisões da Corte como "aberrações" e ataca viagens e contratos envolvendo magistrados e o empresário Daniel Vorcaro

Por Redação
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Em convenção, Zema diz que "aberrações" acontecem no STF - Foto: Reprodução

O ex-governador de Minas Gerais e candidato oficial do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, usou o palco da convenção nacional da legenda em Brasília para fazer duras críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em seu discurso, Zema referiu-se às atuações e decisões da Corte Suprema como "aberrações" e prometeu atuar pelo que chamou de "fim da farra dos intocáveis".

O candidato fez menções diretas e indiretas a ministros do tribunal em relação a desdobramentos e conexões com o caso do Banco Master e seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro. Zema citou nominalmente o ministro Gilmar Mendes — mencionando inclusive o processo movido pelo magistrado contra ele — e fez alusões a negociações e relações contratuais de familiares de outros integrantes da Suprema Corte com a instituição financeira.

"Quero que o Brasil acabe com essa farra dos intocáveis, nenhum outro pré-candidato tem criticado tanto essa farra quanto eu... Quem andou no jatinho do banqueiro bandido foi ele e os colegas dele, não fui eu", declarou Zema durante o discurso oficial do evento.

Embate político e acusações cruzadas

A ofensiva de Zema contra a Corte busca consolidá-lo como o principal representante da oposição de direita ao STF e ao governo federal. O empresário mineiro, que defendeu em discursos anteriores medidas drásticas como a prisão ou o impeachment de magistrados por alegada falta de ética e parcialidade, busca utilizar o embate com o Judiciário para fortalecer sua posição de "terceira via" na corrida ao Palácio do Planalto.

Por outro lado, seus opositores políticos têm questionado a postura do candidato, apontando contradições devido a investigações em Minas Gerais que apuram decretos estaduais aprovados em sua gestão. As apurações investigam se as medidas facilitaram operações de crédito consignado para a mesma instituição financeira, ponto negado categoricamente pela defesa e pela equipe do candidato do Novo.