Corpo achado em operação no Rio não pertence à Japinha do CV
Mulher apontada como integrante do Comando Vermelho não aparece entre os 115 mortos identificados na ação mais letal do país
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que o corpo encontrado com roupa camuflada e ferimento de fuzil no rosto durante a megaoperação nas comunidades do Alemão e da Penha não é da mulher conhecida como “Japinha do CV” ou “Penélope”, apontada como integrante do Comando Vermelho (CV).
O cadáver, inicialmente atribuído à jovem, pertence a um homem, segundo laudos e relatos de agentes que participaram da ação. A mulher, que teria atuado na linha de frente da facção, não consta na lista oficial de mortos divulgada pelas autoridades — composta apenas por homens até o momento.
A operação, deflagrada na última terça-feira (28/10), teve como objetivo conter o avanço do CV e cumprir cerca de 100 mandados de prisão. Ao todo, 115 pessoas foram mortas, das quais 59 tinham mandados pendentes e 97 possuíam histórico criminal. Segundo a Polícia Civil, 109 dos mortos mantinham vínculos diretos com o tráfico.
O caso ganhou repercussão após circular nas redes sociais uma imagem explícita atribuída à “musa do crime”. A polícia, porém, nunca confirmou a morte da jovem, cujo paradeiro continua desconhecido.
A exposição das imagens também levou familiares e perfis falsos a publicarem mensagens nas redes sociais — alguns para desmentir rumores, outros para aplicar golpes. A irmã da investigada chegou a pedir que usuários parassem de divulgar fotos da mulher supostamente morta.
A Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios da Capital segue investigando as circunstâncias das mortes na operação, com acompanhamento do Ministério Público. A Subsecretaria de Inteligência também apura a origem dos criminosos mortos — mais da metade vindos de outros estados, incluindo Pará, Bahia, Amazonas e Goiás.