31 de julho de 2025
tráfico internacional

Corpo de australiano que morreu em acidente aéreo em Alagoas é liberado pelo IML

Timothy James Clark morreu em acidente aéreo em Coruripe com 198 kg de cocaína e era ligado ao cartel irlandês Kinahan

Por Redação
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Piloto australiano Timothy James Clark morreu em um acidente aéreo ocorrido em 14 de setembro - Foto: Reprodução

O corpo do piloto australiano Timothy James Clark, de 46 anos, morto no acidente aéreo ocorrido em 14 de setembro em Coruripe, litoral sul de Alagoas, foi liberado pelo Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima (IML) de Maceió nesta terça-feira (28). A liberação ocorreu após a conclusão dos procedimentos legais, e o corpo foi retirado por um representante legal autorizado pela família para ser transladado para a Austrália.

O acidente revelou uma operação criminosa de larga escala: dentro do monomotor pilotado por Clark, a Polícia Militar encontrou 198 quilos de cocaína divididos em pacotes que ostentavam falsamente o logotipo da empresa SpaceX. Investigações internacionais conduzidas por veículos como Daily Mail, Bellingcat e The Age identificaram Clark como integrante de uma rede de tráfico ligada ao cartel irlandês Kinahan, uma das organizações criminosas mais influentes da Europa.

De acordo com as apurações, o piloto teria lucrado aproximadamente R$ 120 milhões (US$ 22 milhões) com o transporte ilegal de drogas entre continentes. Fontes ouvidas pelo The Age indicam que Clark realizou até 30 viagens transatlânticas transportando entorpecentes e já era conhecido por realizar voos de alto risco. Além das atividades criminosas, ele ocupava cargos de diretor e secretário em empresas de investimento com operações na Austrália e em países africanos.

As investigações também revelaram ligações do australiano com três membros do cartel Kinahan e com o empresário alemão Oliver Andreas Herrmann, preso recentemente em uma operação que apreendeu 200 quilos de cocaína, equipamentos de aviação, óculos de visão noturna e carteiras de criptomoedas. O voo que terminou em tragédia em Alagoas não seria o primeiro do piloto na América do Sul, com registros de sua participação em outras operações de tráfico, incluindo missões na Austrália no ano anterior.

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