31 de julho de 2025
surpresa

Família de piloto australiano morto em AL descobre tragédia por jornal estrangeiro dois dias depois

Família de Timothy James Clark descobriu acidente por jornal britânico dois dias depois; pai afirmou que filho vivia na África do Sul e não pilotava

Por Redação
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Família de Timothy Clark não sabia que piloto havia falecido - Foto: Reprodução/Redes sociais

A família do piloto australiano Timothy James Clark, de 46 anos, descobriu sua morte de forma trágica e indireta: por meio de um contato do jornal britânico Daily Mail, dois dias após a queda de sua aeronave experimental em Coruripe, no litoral sul de Alagoas. As autoridades brasileiras não haviam notificado os parentes, deixando que a notícia da tragédia chegasse através de repórteres estrangeiros em busca de informações.

Timothy Clark era o único ocupante do avião, que caiu por volta das 13h30 do último domingo (14). No local do acidente, as investigações tomaram um rumo inesperado quando a Polícia Civil encontrou, entre os destroços, quase 200 quilos de cocaína embalados em tijolos com a marca SpaceX, além de petiscos típicos da Austrália, indicando uma possível rota de tráfico internacional de drogas.

Em entrevista ao Daily Mail, o pai do piloto, Ray Clark, revelou estar completamente alheio às atividades do filho. Ele acreditava que Timothy vivia na África do Sul, a mais de 7 mil quilômetros de distância do Brasil. Inicialmente, negou veementemente a participação do filho no incidente: “Não, ele não está no Brasil. Ele está na África do Sul… ele tem licença de piloto, mas não voa… só tem a licença de aprendiz”, declarou.

Conhecido como "The Broker" (O Corretor) em fóruns online, um apelido que remetia ao seu passado no mercado financeiro. A morte repentina e as circunstâncias peculiares do voo deixaram a família em estado de choque.

O caso segue sendo apurado em conjunto pela Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) e pela Polícia Federal (PF), que buscam desvendar a origem da droga e as circunstâncias do voo.