31 de julho de 2025
"anti-oruam"

Paraíba sanciona lei que proíbe uso de recursos públicos para eventos que façam apologia ao crime

Nova lei, inspirada em modelos de outros estados, prevê devolução integral de valores gastos, multa de 50% e responsabilização de gestores

Por Redação
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Proposta é semelhante a apresentada em outras capitais do país, que ficaram conhecidas como “Lei Anti-Oruam” - Foto: Reprodução

O governador da Paraíba, João Azevêdo, sancionou uma lei que proíbe expressamente o uso de recursos públicos estaduais para financiar shows, apresentações artísticas ou eventos que promovam ou façam apologia ao crime organizado. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (11) e representa um marco no controle de gastos públicos com entretenimento no estado.

De autoria do deputado Sargento Neto (PL), a legislação estabelece consequências rigorosas em caso de descumprimento: os valores investidos deverão ser devolvidos integralmente, haverá aplicação de multa correspondente a 50% do valor utilizado, e os gestores públicos responsáveis pela contratação ou aprovação dos recursos poderão ser responsabilizados administrativa, civil e penalmente.

Além das penalidades, a lei determina que o Governo do Estado deverá implementar mecanismos de fiscalização ativa sobre a destinação de verba pública para eventos artísticos e culturais. Isso inclui a criação de procedimentos para análise prévia de conteúdo, com o objetivo de identificar possíveis violações à norma antes da liberação de recursos.

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) e outros órgãos de controle terão papel fundamental no acompanhamento e na fiscalização da aplicação desses recursos, assegurando a transparência e a conformidade com a nova legislação.

A proposta segue tendência nacional, sendo semelhante a leis já implementadas em outras capitais como Rio de Janeiro, Manaus e Florianópolis – popularmente conhecidas como "Lei Anti-Oruam", em referência ao rapper carioca preso em julho sob acusações de tráfico de drogas e associação ao tráfico. A medida reflete um movimento crescente de combate à glamorização da criminalidade através de eventos culturais financiados com dinheiro público.