STF decide hoje destino de Bolsonaro: votos de Cármen Lúcia e Zanin serão decisivos
Placar atual está 2 a 1 pela condenação do ex-presidente; sessão extraordinária no Supremo começa às 14h
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta quinta-feira (11) uma sessão extraordinária e decisiva para concluir o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela suposta trama golpista de 8 de janeiro. A sessão, que começa às 14h, contará com os últimos dois votos: os da ministra Cármen Lúcia e do ministro Cristiano Zanin.
O julgamento será retomado com o placar muito apertado. Após os votos dos ministros Alexandre de Moraes (relator) e Flávio Dino pela condenação, e o voto de Luiz Fux pela absolvição total de Bolsonaro, a situação está 2 votos a 1 pela condenação do ex-presidente. Os votos de hoje são, portanto, os mais aguardados, pois definirão se a tese condenatória se mantém ou se o tribunal seguirá o entendimento de Fux.
O voto do ministro Fux, que durou mais de 12 horas na quarta-feira (10), trouxe divergências significativas. Ele argumentou que as falas e questionamentos de Bolsonaro sobre o sistema eleitoral não configuram crime por si só, classificando a acusação de se basear em "documento de origem incerta". Seu posicionamento técnico e detalhado acolheu integralmente os argumentos da defesa, mas não foi suficiente para virar o placar inicial.
Apesar de ter absolvido a maioria dos réus, incluindo os militares da alta cúpula, Fux votou pela condenação de Mauro Cid e do general Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Nesse ponto específico, formou-se maioria (3 a 0) para condená-los, pois Moraes e Dino já haviam votado nesse sentido.
Após a leitura dos dois votos finais, os ministros passarão para a fase de dosimetria, onde definirão as penas específicas para cada réu que for condenado.