Julgamento de Bolsonaro no STF: defesa do ex-presidente tem hora marcada nesta quarta
Processo sobre suposto plano golpista tem sequência em Brasília; advogados acompanham desfecho que pode render penas de até 40 anos
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro sobe à tribuna do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (3) para tentar derrubar as acusações de que articulou um golpe de Estado após as eleições de 2022. Os advogados Celso Vilardi e Paulo Bueno dividirão o tempo de uma hora para apresentar seus argumentos aos ministros da Primeira Turma, sendo a segunda sustentação do dia, logo após a do general Augusto Heleno.
A sessão, que é acompanhada de perto por juristas e escritórios de advocacia em Alagoas e em todo o país, seguirá um rito rigoroso. Sob a presidência do ministro Cristiano Zanin, o julgamento será retomado com a leitura da ata. Em seguida, as defesas de Heleno, Bolsonaro e dos também réus Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto terão até uma hora cada para suas sustentações finais.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Bolsonaro de cinco crimes graves, incluindo tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada, com penas que podem superar 40 anos de prisão. Em resposta, a defesa contesta a materialidade das provas e ataca a credibilidade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, fundamental para a acusação. A expectativa é que os votos dos ministros, começando pelo relator Alexandre de Moraes, só ocorram na próxima semana, definindo o destino do ex-presidente e dos outros sete réus do chamado "núcleo 1".