Desemprego fica em 5,6% e atinge menor nível da história, aponta IBGE
País tem 6,1 milhões de desocupados, menor patamar da série histórica; número de trabalhadores com carteira assinada chega a 39,1 milhões
Publicado em
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em agosto, repetindo o menor patamar já registrado na série histórica da Pesquisa Nacional por Amestrado de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. O país tem agora 6,1 milhões de pessoas desocupadas - menor contingente da série e 605 mil a menos em relação ao trimestre anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número de ocupados alcançou 102,4 milhões de pessoas, com destaque para o recorde de trabalhadores com carteira assinada no setor privado: 39,1 milhões, um aumento de 1,2 milhão em relação ao mesmo período do ano passado. O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, se manteve no patamar mais alto da série histórica, em 58,1%.
Apesar do desempenho positivo, a taxa de informalidade subiu para 38%, influenciada principalmente pelo crescimento do trabalho por conta própria sem CNPJ, que chegou a 19,1 milhões de pessoas. O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.488, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas com alta real de 3,3% acima da inflação em comparação com o mesmo período de 2024.
Os resultados contrastam com o cenário de juros básicos em 15% ao ano, maior patamar desde 2006, demonstrando a resiliência do mercado de trabalho brasileiro frente à política monetária restritiva. Os dados do IBGE seguem na mesma direção do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostrou saldo positivo de 147.358 vagas formais em agosto.