31 de julho de 2025
ALFREDO GASPAR

Relator da CPMI do INSS pede prisão de economista por "ocultação documental" durante depoimento

Presidente da comissão advertiu que mentir ou omitir informações pode levar a prisão em flagrante

Por Redação
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Rubens Oliveira Costa ocultou documentos, segundo o relator da CPMI - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Em um dia de tensão na CPMI que investiga fraudes no INSS, o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), pediu a prisão do economista Rubens Oliveira Costa durante seu depoimento nesta segunda-feira (22). Gaspar acusou o depoente de participar de "crimes gravíssimos contra aposentados e pensionistas" e de praticar "flagrante ocultação documental".

O relator foi enfático ao declarar que a comissão "não será um local para impunidade". Ele argumentou que, mesmo que o economista atue como um "laranja", prendê-lo é essencial para "acabar alcançando o bicho que está apodrecendo as laranjas". Gaspar sustentou que a prisão preventiva é necessária para evitar a fuga do investigado, a prática de novos crimes e pela obstrução da investigação.

Decisão será tomada ainda hoje

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou que o requerimento do relator será votado ainda nesta reunião. Caso aprovado pelo colegiado, o pedido de prisão preventiva será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que o investigado é um particular e a medida requer aval da Justiça.

Quanto à possibilidade de uma prisão imediata, em flagrante, Viana afirmou que decidirá até o final do depoimento e advertiu: "Mentir ou omitir na CPMI pode ocasionar prisão em flagrante".

Conexão com esquema milionário

Alfredo Gaspar afirmou que a "organização criminosa continua livre para agir". Ele apresentou uma lista de empresas que teriam sido usadas pelo depoente em parceria com Antônio Carlos Camilo Antunes, o conhecido 'Careca do INSS', e que movimentaram milhões de reais de maneira atípica em 2023 e 2024. O pedido de prisão recebeu apoio de outros parlamentares, como o senador Sérgio Moro (União-PR).

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