31 de julho de 2025
xingamentos

"Viciado em atestado": Trabalhador será indenizado em R$ 12 mil por assédio moral

Supervisor xingava funcionário após retorno de licenças médicas; condenação total chega a R$ 38 mil

Por Redação
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Imagem ilustrativa - Foto: Reprodução/Internet

Um instalador de linhas de telecomunicação será indenizado em R$ 12 mil por assédio moral, após sofrer xingamentos de um supervisor sempre que retornava de licenças médicas. A condenação, que também contempla horas extras e intervalos não concedidos, totaliza R$ 38 mil.

A decisão inicial da 1ª Vara do Trabalho de Cachoeirinha foi confirmada e ampliada pela 8ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS), que aumentou a indenização por danos morais de R$ 6 mil para R$ 12 mil.

O processo revelou que o trabalhador se afastava para tratar problemas psicológicos e um tumor, e em uma ocasião sofreu ataque de pânico dentro da empresa sem receber socorro. Ao retornar da licença, chegou a ser suspenso.

Testemunhas confirmaram que ele era chamado de “recordista de atestados” e “viciado em atestados”, inclusive na frente de colegas. Mensagens de WhatsApp reforçaram a versão apresentada pelo instalador.

Para o juiz Luiz Henrique Bisso Tatsch, ficou configurado abuso de poder do empregador, com violação à honra e à dignidade do trabalhador. A desembargadora Brígida Charão Barcelos, relatora do acórdão no TRT-RS, reforçou que a reparação é devida diante da comprovação do assédio moral.

As empresas envolvidas recorreram, mas o tribunal manteve a condenação, ainda cabendo novo recurso.