31 de julho de 2025
SAÚDE

Estudo internacional revela que aspirina pode reduzir em 55% a recorrência do câncer colorretal

Pesquisa do Instituto Karolinska com 3.500 pacientes mostra que dose diária do medicamento teve efeito significativo em portadores de mutações genéticas específicas

Por Redação
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Dose diária de aspirina teve efeito significativo em portadores de mutações genéticas específicas - Foto: Shutterstock/Ilustração

Um estudo internacional conduzido pelo Instituto Karolinska, na Suécia, revelou que o uso de aspirina em baixa dose pode reduzir em 55% o risco de recorrência do câncer colorretal em pacientes que já passaram por cirurgia para remoção de tumores. A pesquisa acompanhou mais de 3.500 pacientes durante três anos e mostrou que o efeito foi particularmente significativo no grupo com mutações genéticas associadas à doença – aproximadamente 37% do total.

De acordo com a pesquisadora Anna Martling, responsável pelo estudo, a descoberta é relevante o suficiente para "mudar a prática clínica" em todo o mundo. "Com essas mutações, o risco de o câncer voltar caiu mais de 50%. É um efeito enorme", afirmou. Catherine Elliott, também envolvida no trabalho, reforçou que "novas estratégias de prevenção são fundamentais" e que há "evidências crescentes" sobre o papel protetor da aspirina em baixas doses.

Cenário global e alerta para jovens

O câncer colorretal tem registrado aumento preocupante em pessoas com menos de 50 anos, embora as causas ainda não sejam totalmente esclarecidas. Fatores como obesidade, sedentarismo e consumo de alimentos ultraprocessados são apontados como possíveis influências. No Brasil, médicos destacam a importância do diagnóstico precoce por meio de exames como a colonoscopia, principalmente na presença de sintomas como sangramento nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal, dor abdominal e perda de peso não intencional.