Excesso de estímulos digitais pode prejudicar atenção e concentração, alertam especialistas
No Dia Mundial do Cérebro, neurologistas destacam impactos do uso intenso de telas e defendem hábitos para preservar memória e foco
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O uso constante de telas, notificações e conteúdos rápidos pode afetar a forma como o cérebro processa informações e mantém a atenção. No Dia Mundial do Cérebro, celebrado nesta quarta-feira (22), especialistas alertam para os efeitos do excesso de estímulos digitais na concentração, memória e qualidade do sono.
Segundo o neurologista Marcone Moreno, da Hapvida, o problema não está na tecnologia, mas no uso contínuo e sem pausas. De acordo com o especialista, a exposição frequente a estímulos digitais faz com que o cérebro se adapte a uma rotina de busca constante por novidades.
Uma pesquisa divulgada pela Universidade de São Paulo (USP) aponta que o consumo excessivo de telas e conteúdos de curta duração pode estar relacionado à dificuldade de manter a atenção por longos períodos, além de fadiga mental, alterações no sono e prejuízos no desempenho cognitivo.
O estudo também destaca a chamada tecnoadicção, caracterizada pelo uso excessivo e difícil de controlar de recursos tecnológicos, como redes sociais, plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial.
Para o neurologista, alternar frequentemente entre aplicativos, vídeos e notificações pode prejudicar atividades que exigem concentração prolongada, como estudar, ler e executar tarefas mais complexas.
O sono também tem papel fundamental no funcionamento do cérebro. Durante o descanso, o órgão organiza informações, fortalece memórias e realiza processos importantes para a recuperação mental. O uso de telas próximo ao horário de dormir pode comprometer esse processo.
A recomendação dos especialistas não é abandonar a tecnologia, mas criar limites para o uso diário. Entre as medidas indicadas estão reservar períodos sem celular, evitar telas antes de dormir, praticar atividades físicas e manter momentos de leitura e interação presencial.