31 de julho de 2025
HOMICÍDIO QUALIFICADO

MP denuncia tio-avô por estupro de vulnerável e assassinato de menino de 6 anos em Maceió

Segundo a acusação, Peterson Ykaro foi morto por asfixia para ocultar a violência sexual; órgão pede que investigado seja levado a júri popular

Por Redação
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Segundo a acusação, Peterson Ykaro foi morto por asfixia para ocultar a violência sexual; órgão pede que investigado seja levado a júri popular - Foto: Reprodução

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou à Justiça o tio-avô investigado pela morte de Peterson Ykaro, de 6 anos, ocorrida no último dia 6 de julho, em Maceió. O órgão pede que o homem responda pelos crimes de homicídio qualificado e estupro de vulnerável.

A denúncia foi apresentada pelos promotores de Justiça Lucas Sachsida e Dalva Tenório. Conforme o MP, a criança foi levada pelo investigado para um terreno baldio no bairro Cidade Universitária, onde teria sido vítima de violência sexual. Em seguida, segundo a acusação, o menino foi morto por asfixia para ocultar o crime.

O Ministério Público sustenta que o homicídio foi cometido de forma a impedir qualquer possibilidade de defesa da vítima e para assegurar a ocultação da violência sexual. Ao final da ação penal, o órgão requer que o denunciado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

As investigações apontam que imagens de câmeras de segurança registraram a entrada da criança no terreno acompanhada do investigado. Pouco tempo depois, o homem aparece deixando o local sozinho.

O laudo do Instituto de Criminalística concluiu que a causa da morte foi asfixia mecânica provocada pela obstrução das vias aéreas superiores.

Ainda de acordo com a denúncia, os exames periciais identificaram vestígios biológicos e lesões compatíveis com violência sexual. Por esse motivo, o MPAL solicitou à Justiça a coleta de material genético do investigado, caso o procedimento ainda não tenha sido realizado, para confronto com os vestígios encontrados durante a perícia.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu que a Justiça estabeleça um valor mínimo de indenização pelos danos causados, incluindo os prejuízos decorrentes dos crimes e os danos morais sofridos pela vítima e seus familiares.

O caso segue em tramitação na Justiça.