Braço-direito de Sidônio Pereira deixa Secom para reforçar campanha de reeleição de Lula
Tiago Cesar, que triplicou investimento em mídias digitais no governo, se junta a Raul Rabelo na coordenação de comunicação da pré-campanha petista
Publicado em
Uma peça importante do time de comunicação do governo federal está de saída, mas não vai muito longe. Tiago César dos Santos, até então secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social (Secom) e principal auxiliar do ministro Sidônio Palmeira, deixa o cargo para assumir a coordenação de comunicação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A exoneração a pedido foi publicada nesta quarta-feira (22) na edição do Diário Oficial da União (DOU). Para ocupar o espaço deixado por Tiago na Secom, Lula nomeou Samara Mariana de Castro, que já era chefe de gabinete da própria secretaria.
Dupla que assume papel que era de Sidônio em 2022
Com a mudança, Tiago Cesar passa a formar dupla com o marqueteiro Raul Rabelo, que já estava integrado à pré-campanha petista. Juntos, os dois vão assumir funções que, na disputa eleitoral de 2022, eram exercidas diretamente por Sidônio Palmeira.
O ministro, por sua vez, deve permanecer no governo até o fim do mandato, decisão que partiu do próprio Lula. Tanto Tiago quanto Raul são nomes de confiança de Sidônio e têm em comum a passagem por agências de publicidade na Bahia.
Tiago é graduado e mestre em administração, com experiência em marketing no setor privado, campanhas eleitorais e também no futebol. Ele é conselheiro do Bahia, clube pelo qual também já trabalhou no núcleo de ações afirmativas.
Marcas deixadas na Secom
A passagem de Tiago pela Secom deixou resultados concretos. Um dos destaques foi o salto no investimento publicitário em mídias digitais, que triplicou sob a gestão dele, saindo de 10% para 30% do orçamento total da área. O movimento ajudou o governo a ampliar tanto a base de seguidores nas redes quanto o alcance da divulgação de programas e iniciativas oficiais.
Ele também teve papel direto na mudança de rumo do discurso oficial do governo. O slogan inicial do mandato, "União e Reconstrução", deu lugar a "Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro", frase pensada para reforçar o debate sobre soberania nacional, tema que ganhou força depois do primeiro tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros.
Um mote que deve voltar com força na campanha oficial
Foi justamente com esse discurso de soberania que Lula conseguiu, no ano passado, conter uma queda na aprovação popular em meio ao embate comercial com os Estados Unidos. Agora, com o anúncio de uma nova sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA, a expectativa é que esse mesmo mote seja retomado com força na campanha oficial à reeleição, já sob o comando da nova dupla de comunicação formada por Tiago Cesar e Raul Rabelo.