Caso Helena: investigação apura morte de bebê de 10 meses em Fortaleza
Criança morreu após dar entrada em hospital de Fortaleza; dois homens estão presos e laudos periciais devem esclarecer a causa da morte
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A morte da bebê Helena Almeida, de 10 meses, registrada na última segunda-feira (13), em Fortaleza, no Ceará, segue sendo investigada pela Polícia Civil e ganhou repercussão em todo o país. O caso mobilizou autoridades, parlamentares e usuários das redes sociais após a divulgação das informações sobre o atendimento da criança em uma unidade de saúde.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a bebê deu entrada no hospital com lesões compatíveis com violência sexual. A causa oficial da morte ainda depende da conclusão dos exames realizados pela Perícia Forense. Também é apurada a possibilidade de asfixia.
Helena foi sepultada na terça-feira (14), em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Durante o velório, a mãe da criança passou mal e desmaiou. A missa de sétimo dia está marcada para domingo (19), em uma igreja localizada no bairro Parque Guadalajara.
De acordo com o relato prestado à polícia, a mãe informou que levou a filha ao hospital após perceber que a bebê apresentava sinais de que algo estava errado durante uma confraternização realizada em um apartamento no bairro Dionísio Torres. Inicialmente, ela acreditava que a criança estivesse engasgada.
No mesmo dia da morte, Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, foram presos e conduzidos à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa). Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em flagrante em prisões preventivas. Os investigados permanecem em celas separadas enquanto o inquérito prossegue.
A defesa de Francisco Ray informou que o investigado não estava no quarto onde a criança dormia e afirmou que ele se submeteu de forma voluntária à coleta de material genético. Até o momento, a defesa de Roberto Levy e a defesa da mãe da bebê não haviam se manifestado publicamente sobre o caso.
Em depoimento, a mãe declarou que conheceu Francisco Ray poucos dias antes dos fatos e que participou de uma comemoração antes de seguir para um apartamento onde ocorreu uma confraternização. Segundo o relato, ela dormia em uma rede com a filha, mudou para um quarto por causa da tosse da bebê e, após uma discussão, afirmou ter perdido a consciência. Ao acordar, encontrou a filha em outra posição e disse ter visto um dos investigados próximo à criança. Em seguida, buscou socorro e levou a bebê ao hospital.
O pai da criança afirmou nas redes sociais que recebeu a notícia da morte enquanto retornava de uma viagem. Ele informou que estava separado da mãe da bebê havia cerca de dois meses e pediu que o caso seja esclarecido pelas autoridades.
A investigação também repercutiu entre parlamentares e representantes públicos de diferentes estados. Publicações sobre o caso foram feitas por políticos e autoridades, que manifestaram pesar pela morte da criança e defenderam a apuração dos fatos. Enquanto isso, a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para definir a causa da morte e esclarecer as circunstâncias do caso.