31 de julho de 2025
política

Ministro acusa Flávio Bolsonaro de atuar em defesa de interesses dos EUA no Brasil

José Guimarães afirmou que senador estaria “desesperado” por causa de denúncias envolvendo o Banco Master;

Por redação
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Ministro José Guimarães - Foto: Divulgação

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou nesta quinta-feira (16) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atua em defesa de interesses dos Estados Unidos no Brasil. A declaração foi feita após críticas do parlamentar ao governo federal relacionadas à decisão norte-americana de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Em nota, Guimarães chamou o senador de “vassalo” e afirmou que Flávio Bolsonaro e sua família estariam atuando como “lobistas de negócios” dos Estados Unidos no país. As declarações foram feitas em meio a uma disputa política sobre as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano.

Segundo o ministro, as críticas feitas por Flávio Bolsonaro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seriam motivadas pelo suposto envolvimento do senador em um escândalo relacionado ao Banco Master e às ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Guimarães também citou uma foto divulgada pelo site ICL Notícias em que Flávio aparece ao lado de Luiz Phillip Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como chefe de uma milícia privada ligada a Vorcaro.

O ministro ainda mencionou ações atribuídas ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e ao influenciador Paulo Figueiredo, que, segundo ele, teriam dificultado canais de diálogo entre os governos brasileiro e norte-americano.

Tarifa de 25%

O governo dos Estados Unidos anunciou que, a partir de 22 de julho, produtos brasileiros terão uma tarifa de 25%. A medida foi tomada após uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que apontou supostas práticas consideradas prejudiciais a empresas norte-americanas.

Entre os pontos citados pelo governo dos EUA está o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central brasileiro. Segundo a avaliação norte-americana, o modelo poderia prejudicar empresas de pagamento eletrônico dos Estados Unidos por oferecer transações gratuitas.

Até a publicação desta matéria, Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre as declarações do ministro.