31 de julho de 2025
LEVANTAMENTO

Pesquisa Quaest: cai para 43% o número de brasileiros que veem piora da economia

Levantamento mostra redução da percepção negativa em relação a março, mas maioria ainda relata perda do poder de compra e alta nos preços dos alimentos

Por Redação
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Maioria relata perda do poder de compra e alta nos preços dos alimentos - Foto: Getty Images

A percepção negativa dos brasileiros sobre a economia apresentou recuo nos últimos meses, mas ainda predomina. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta que 43% dos entrevistados avaliam que a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses, percentual inferior aos 48% registrados na rodada anterior, realizada em março.

Por outro lado, 20% afirmaram que a economia melhorou no período, enquanto 33% disseram que ela permaneceu estável. Outros 4% não souberam ou preferiram não responder.

O levantamento também mostra que a inflação dos alimentos continua sendo uma das principais preocupações da população. Para 66% dos entrevistados, os preços nos supermercados aumentaram no último mês. Já 23% disseram que os valores permaneceram os mesmos e apenas 9% perceberam queda.

Mesmo com a melhora na percepção sobre a economia, a maioria dos brasileiros afirma sentir perda no poder de compra. Segundo a pesquisa, 68% disseram que conseguem comprar menos hoje do que há um ano. Outros 21% afirmaram que a capacidade de consumo permaneceu igual, enquanto 10% relataram aumento do poder de compra.

A pesquisa também avaliou o impacto de programas do governo federal. Sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, 65% afirmaram não ter sido beneficiados pela medida, enquanto 32% disseram ter percebido algum benefício.

Já o programa Desenrola é conhecido por 66% dos entrevistados e recebeu avaliação positiva de 55%, que consideram a iniciativa uma boa ideia. Apesar disso, 87% disseram não ter participado do programa de renegociação de dívidas. Entre os beneficiados, 35% relataram melhora significativa na situação financeira após a renegociação.

Em relação ao endividamento, 47% dos entrevistados afirmaram ter poucas dívidas, 31% disseram não possuir débitos e 21% relataram estar muito endividados.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07181/2026 e ouviu brasileiros de diferentes faixas etárias, níveis de renda e escolaridade em todo o país.