31 de julho de 2025
POLÍTICA

Eduardo Bolsonaro defende retomada de sanção dos EUA contra Alexandre de Moraes

Deputado se manifestou após Moraes impedir, por 90 dias, visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro e voltou a defender a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro

Por Redação
Publicado em
Eduardo Bolsonaro defende retomada de sanção dos EUA contra Alexandre de Moraes - Foto: Reprodução

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (13) que a Lei Magnitsky, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para impor sanções a estrangeiros, deveria voltar a ser aplicada contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A declaração foi publicada nas redes sociais após Moraes determinar a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Se em todo um país apenas um prisioneiro é proibido de se comunicar com seu filho – e candidato à Presidência – por razões políticas, esta eleição não deveria, de antemão, ser reconhecida como democrática pelos países livres. A sanção Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, deve ser restabelecida", escreveu Eduardo.

A decisão de Moraes foi tomada após o ministro concluir que Flávio utilizou uma visita ao pai para divulgar, em uma transmissão nas redes sociais, uma carta escrita por Jair Bolsonaro. Segundo o magistrado, a publicação descumpriu a proibição imposta ao ex-presidente de utilizar plataformas digitais, direta ou indiretamente, e pode configurar propaganda eleitoral antecipada.

A Lei Magnitsky foi aplicada contra Alexandre de Moraes pelo governo dos Estados Unidos, durante a gestão de Donald Trump, em julho do ano passado. Na ocasião, a medida bloqueou eventuais bens do ministro, de sua esposa e de uma empresa ligada ao casal em território norte-americano, além de impedir cidadãos e empresas dos EUA de realizar transações envolvendo esses ativos.

Em dezembro, porém, o governo norte-americano retirou Moraes da lista de pessoas sancionadas.