31 de julho de 2025
JUSTIÇA

Trump sofre nova derrota e terá de pagar US$ 5,8 milhões à escritora por abuso sexual

Valor estava retido por decisão judicial enquanto o presidente dos Estados Unidos recorria da condenação por abuso sexual e difamação

Por Redação
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Trump sofre nova derrota e terá de pagar US$ 5,8 milhões à escritora por abuso sexual - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

A Justiça Federal de Manhattan, em Nova York, determinou nesta quarta-feira (8) a liberação de US$ 5,8 milhões (cerca de R$ 29,8 milhões) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi condenado a pagar à escritora e jornalista E. Jean Carroll. A quantia estava depositada em uma conta judicial enquanto a defesa tentava reverter a decisão.

A ordem foi assinada pelo juiz Lewis Kaplan, que autorizou a transferência do valor, acrescido de juros, para Carroll.

Condenação

Em maio de 2023, um júri de Nova York concluiu que Trump era responsável por abuso sexual e difamação contra a escritora.

Carroll afirmou que foi atacada pelo então empresário em uma loja de departamentos de Manhattan, em meados da década de 1990. Posteriormente, ela também processou Trump por declarações públicas nas quais ele negou as acusações e afirmou que a história era inventada.

O presidente norte-americano sempre negou ter cometido o abuso.

Recursos

Antes da liberação dos recursos, Trump pediu que a Suprema Corte dos Estados Unidos reavaliasse o caso, mas o pedido foi rejeitado.

Mesmo após a nova decisão, a defesa informou que continuará recorrendo e classificou o processo como uma "caça às bruxas". Um novo recurso contra a liberação da indenização também foi apresentado nesta quarta-feira.

O caso já havia sido analisado por um tribunal federal de apelações, que manteve o entendimento do júri ao concluir que não houve irregularidades que justificassem um novo julgamento.

Além dessa condenação, Trump também tenta reverter outra decisão judicial favorável a E. Jean Carroll. Em 2024, um segundo júri determinou que ele pagasse cerca de US$ 84 milhões por novas declarações consideradas difamatórias contra a escritora. A Corte de Apelações também manteve essa condenação.