Justiça mantém prisão de Márcio Canella; ex-prefeito será transferido para Bangu 8
Ex-prefeito de Belford Roxo foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de uso restrito durante operação da Polícia Federal
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A Justiça manteve a prisão em flagrante do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (9). Com a decisão, ele será transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, conhecido como Bangu 8.
Canella foi preso durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ligação entre agentes públicos e organizações criminosas.
Segundo a PF, um fuzil foi encontrado no veículo do ex-prefeito durante o cumprimento dos mandados. Canella, por sua vez, afirmou que a arma não lhe pertencia.
Investigação
A operação tem como base um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta movimentações superiores a R$ 7,6 bilhões, nos últimos seis anos, por uma rede de postos de combustíveis investigada por suspeita de lavagem de dinheiro.
Inicialmente, Canella era alvo apenas de mandado de busca e apreensão. Durante as diligências, agentes federais também apreenderam armas, munições e relógios de luxo na residência do investigado.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu mandados em 19 endereços no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A ação resultou na apreensão de 11 veículos de luxo, incluindo uma Mercedes-Benz avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão, além de aproximadamente R$ 800 mil em dinheiro encontrados em uma empresa em Niterói.
Um policial militar também foi preso em flagrante por porte ilegal de arma durante a operação.
Medidas judiciais
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e a suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo investigado. Os nomes das empresas e os valores sequestrados não foram divulgados.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal.
A Operação Unha e Carne integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas.