31 de julho de 2025
crueldade

MP denuncia mulher por enterrar cadela viva: "Extrema desumanidade"

Cadela grávida foi resgatada por moradores em Joinville; denúncia inclui maus-tratos, morte de filhotes e corrupção de menores

Por Redação
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Cadela Bonnie foi resgatada por vizinhos que ouviram os latidos - Foto: Divulgação/Prefeitura de Joinville

A 21ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou uma mulher por envolvimento no caso da cadela Bonnie, encontrada enterrada viva em um condomínio de Joinville, no dia 6 de fevereiro. A ação penal foi apresentada na segunda-feira (6) e solicita a responsabilização criminal da investigada, além do pagamento de R$ 41,9 mil pelos danos causados ao animal.

De acordo com o Ministério Público, a mulher é acusada de participar do enterramento da cadela, que estava prenha. Bonnie foi deixada com apenas a cabeça para fora da terra e só foi resgatada porque moradores ouviram os latidos e retiraram o animal da cova antes da chegada do atendimento veterinário.

A denúncia aponta que a investigada agiu com outras pessoas e responde pelos crimes de maus-tratos contra Bonnie e os filhotes que ela gestava, além de corrupção de menores, devido à participação de adolescentes na ocorrência. Segundo o MPSC, a ação provocou sofrimento físico e levou à morte de parte da ninhada.

Conforme a investigação, Bonnie estava prenha de quatro filhotes. Bella e Stella nasceram com vida após o resgate, enquanto Beca e Billy morreram em consequência dos maus-tratos sofridos durante a ocorrência.

O processo reúne um relatório médico-veterinário que informa que a cadela apresentou quadro de choque associado à hipertermia, com temperatura corporal de 40,7 ºC, além de alterações neurológicas e sistêmicas. Os exames também identificaram terra na gengiva, na língua e nas unhas do animal, indicando que Bonnie foi soterrada ainda com vida e tentou sair da cova.

Na denúncia, a promotora de Justiça Simone Cristina Schultz afirma que a conduta atribuída à investigada se enquadra no crime de maus-tratos previsto na Lei de Crimes Ambientais e defende a aplicação das medidas penais cabíveis diante dos fatos apurados.

O Ministério Público também informou que não ofereceu acordo de não persecução penal por entender que a gravidade do caso impede a concessão do benefício. O processo seguirá para análise da Justiça.